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ONU critica ação militar de Israel em Gaza | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O enviado da Organização das Nações Unidas (ONU) para o Oriente Médio, John Dugard, condenou a política de Israel para a Faixa de Gaza e seus efeitos na população civil. As críticas foram feitas em uma reunião de emergência do novo departamento de direitos humanos que cuida da crise da Faixa de Gaza. Segundo Dugard, Israel estava "violando as regras mais fundamentais das leis humanitárias e de direitos humanos". Israel, que ameaçou ampliar sua ação militar na região, disse que o Conselho de Direitos Humanos está ignorando suas preocupações. A reunião nesta quarta-feira em Genebra foi convocada por países muçulmanos com o apoio da Rússia e de outros países. O pedido, submetido pela Organização da Conferência Islâmica, um grupo de 57 países de maioria muçulmana, afirmou que há uma "situação grave" na Faixa de Gaza. Agências de ajuda humanitária da ONU alertaram para uma crise no território enquanto Israel enfrenta o governo palestino liderado pelo Hamas. Os estoques de alimentos e medicamentos estão diminuindo e ocorreram cortes na eletricidade e água desde que os israelenses iniciaram a ação militar na última terça-feira. Pontes foram bombardeadas junto com a única estação de geração de eletricidade da Faixa de Gaza. 'Aterrorizados' Dugard, o principal porta-voz da ONU, disse à reunião que a conduta de Israel é "moralmente indefensável". "Mais de 1,5 mil cargas de artilharia foram despejadas na Faixa de Gaza. Bombas sonoras aterrorizam as pessoas. O transporte foi interrompido devido à destruição de estradas e pontes. O saneamento está ameaçado", disse. Dugard afirmou que compreende a situação do soldado israelense cuja captura deu início à ofensiva de Israel na semana passada, mas acrescentou que a ação militar israelense era o "uso desproporcional de força contra civis". O relator oficial da ONU a respeito de Direitos Humanos na Faixa de Gaza também acusou o chamado quarteto de mediadores da crise no Oriente Médio, Estados Unidos, União Européia, ONU e Rússia, de fracassar no controle de Israel. Reunião 'absurda' Itzhak Levanon, o embaixador de Israel na ONU em Genebra, disse que a reunião desta quarta-feira era um ataque "planejado e premeditado" contra seu país. "Nos encontramos em uma situação absurda na qual o Conselho de Direitos Humanos, convocado em uma sessão urgente, ignore os direitos de um lado e realize uma reunião especial para defender os direitos do outro lado", disse. Os Estados Unidos também sugeriram que o Conselho está voltando ao que eles acreditam ser o antigo jeito de negociação que tirou o crédito do Comissariado dos Direitos Humanos. Segundo a correspondente da BBC, o antigo comissariado se concentrava freqüentemente nos supostos abusos de direitos humanos cometidos por Israel enquanto ignorou violações graves em outras partes do mundo. A sessão desta quarta-feira poderá se estender até quinta-feira. |
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