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Israel vai 'intensificar' ação em Gaza | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, ordenou o exército a intensificar a ação militar em Gaza para garantir a libertação do soldado Gilad Shalit, seqüestrado no domingo passado por militantes palestinos. Olmert afirmou ter instruído as forças israelenses a "fazer tudo" para libertar o soldado de 19 anos. O braço armado do Hamas respondeu afirmando que vai retomar os ataques contra alvos civis em Israel se as ações militares continuarem. O primeiro-ministro palestino, Ismail Haniya, pediu intervenção internacional para ajudar a pôr fim à ofensiva israelense. Segundo a agência de notícias France Presse, Haniya pediu à "comunidade internacional e à Liga Árabe para assumir suas responsabilidades frente ao nosso povo e intervir" para acabar com o que ele chamou de "política insana" de Israel. O pedido foi feito horas depois de aviões israelenses terem bombardeado o escritório de Haniya na Cidade de Gaza. Novas ameaças Na reunião semanal de gabinete, neste domingo de manhã, Olmert disse que Israel ia intensificar a pressão contra o governo palestino liderado pelo Hamas para libertar o soldado Shalit que, se acredita, está em poder de três grupos militantes em Gaza desde o seqüestro. "Eu instruí as forças de segurança e o exército a aumentar a força de suas ações para perseguir esses terroristas, os que dão ordens a eles, os ideologistas e os que os financiam" disse Olmert, segundo a agência AFP. Ainda não está claro, no entanto, o que ele quis dizer com "intensificar" as ações. Há vários dias, representantes egípcios estão negociando com militantes palestinos, na tentativa de convencê-los a libertar o soldado, mas aparentemente, eles não obtiveram resultados até agora. Outros ataques na noite passada atingiram uma escola na Cidade de Gaza e bases do Hamas no norte da Faixa de Gaza, matando um militante de 34 anos. Ao inspecionar o local, o primeiro-ministro palestino disse que a incursão israelense, que deixou três guardas de segurança feridos, foi um ataque "contra um símbolo do povo palestino". Segundo um porta-voz do governo israelense, o ataque foi um aviso à liderança do Hamas. "Foi um ataque simbólico, pois foi feito durante a noite, quando o prédio estava vazio e ninguém se machucou", disse Mark Regev à BBC. "Acredito que queríamos mandar um recado. (Ismail Haniya) é um dos líderes do Hamas, e nós acreditamos que ele é responsável pelo que sua organização faz, e quando ele diz que não sabe nada sobre o assunto, nós achamos que ele está sendo falso." Esperança Haniya se encontrou com o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas por uma hora após o ataque. Abbas iria se encontrar neste domingo com o enviado da ONU Alvaro de Soto. Falando antes do ataque, o presidente palestino Mahmoud Abbas disse que ele ainda tinha esperanças de uma solução pacífica para o caso. Ele afirmou que a porta para um acordo não havia sido totalmente fechada e que as negociações iriam continuar, mas indicou que há limites para o seu otimismo, segundo o correspondente da BBC. Os três grupos que estariam com o soldado israelense exigiram a libertação de mil prisioneiros palestinos mantidos em prisões israelenses e um fim da atual ofensiva. Israel se recusa a considerar a libertação dos prisioneiros. Em Washington, o presidente americano George W. Bush disse que a saída é a libertação do soldado israelense. Mas um porta-voz do Hamas disse que os palestinos não são responsáveis pelo que chamou de uma declaração de guerra aberta por parte de Israel. |
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