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Grupo nega que soldado recebeu visita médica | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Um porta-voz de um dos grupos militantes palestinos que mantém capturado o soldado israelense Gilad Shalit negou que este tivesse sido atendido por um médico. Um oficial palestino ligado ao Fatah, grupo do presidente Mahmoud Abbas e rival do Hamas, tinha anunciado antes em uma entrevista coletiva que Shalit tinha recebido a visita de um médico palestino para ser tratado por três ferimentos. Citando informações dadas por mediadores, o oficial, Ziad Abu Aen, disse que o soldado estava em condição estável de saúde, depois de ter sido tratado por três ferimentos. A captura do soldado, de 19 anos, provocou uma ação militar israelense na Faixa de Gaza pela sua libertação. Israel rejeitou novas exigências feitas pelos três grupos que mantém Shalit prisioneiro de libertar mil prisioneiros e por um fim à ofensiva militar. O exército continua mantendo tanques e soldados no norte da Faixa de Gaza, enquanto mediadores tentam negociar uma solução diplomática para a crise. O chefe da Inteligência egípcia, Omar Suliman, é aguardado neste sábado na região para se encontrar com representantes palestinos e israelenses. Na sexta-feira, a TV israelense disse que o soldado teria sido tratado por um médico, informação que depois parecia ter sido confirmada pelo oficial palestino. Mas um porta-voz dos Comitês de Resistência Popular disse à BBC que a informação não era verdadeira. A negativa veio depois de novas exigências feitas pelos grupos que mantém o soldado Shalit. Em um comunicado, o braço armado do Hamas e outros dois grupos menores ofereceram informações sobre o soldado em troca da libertação de mulheres e crianças de cadeias israelenses. Os grupos também pediram a libertação de mil "prisioneiros palestinos, árabes e muçulmanos". O primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, rejeitou a exigência. Mísseis Israel voltou a realizar ataques aéreos contra o que chamou de instalações usadas por terroristas. Palestinos dizem que os mísseis israelenses atingiram áreas não habitadas perto dos campos de refugiados de Khan Yunis e Rafah no sul da Faixa de Gaza. Agências de ajuda humanitária alertaram para o perigo de uma catástrofe humana na região depois que forças israelenses destruíram o principal gerador de eletricidade local. Em uma sessão de emergência do Conselho de Segurança da ONU, convocada por países árabes, representantes palestinos e israelenses trocaram acusações e uma resolução condenando a ofensiva israelense foi bloqueada, aparentemente por oposição dos Estados Unidos. O embaixador dos Estados Unidos na ONU, John Bolton, disse que a situação atual não teria acontecido não fosse "o apoio e proteção da Síria a terroristas". Um dos principais líderes do Hamas, Khaled Meshaal, vive exilado na Síria. Já o primeiro-ministro da Autoridade Palestina, Ismail Haniya, disse que a ofensiva israelense à Faixa de Gaza é uma ação premeditada para derrubar o governo do Hamas. |
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