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Atualizado às: 04 de julho, 2006 - 13h04 GMT (10h04 Brasília)
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Suíça acusa Israel de violação de direitos humanos
Tanque israelense indo em direção a Gaza
Israel diz que as ações visam libertar soldado seqüestrado
O governo suíço acusou Israel de violar as Convenções de Genebra ao infligir o que chamou de "punição coletiva" à população palestina.

Guardiã dessa série de tratados internacionais de direitos humanos, a Suíça fez o alerta depois que o Exército israelense lançou uma série de operações em território palestino, alegando estar tentando libertar o soldado Gilad Shalit, seqüestrado na semana passada por grupos militantes.

As Convenções de Genebra proíbem que ataques visem deliberadamente serviços de água e eletricidade, considerados essenciais para a população civil.

O alerta foi feito em um comunicado, que, como informa a correspondente da BBC em Genebra Imogen Foulkes, deverá ser recebido com irritação por Israel e Estados Unidos.

A Suíça justificou a iniciativa - rara num país conhecido pela neutralidade em assuntos internacionais - argumentando que, como guardiã das convenções, tem no respeito pelas leis internacionais um dos fundamentos da sua política externa e que o comunicado deve ser interpretado nesse contexto.

O texto enumera diversas ações das forças de defesa israelense, incluindo a destruição de uma estação de energia e o ataque ao gabinete do primeiro-ministro palestino, Ismail Haniya.

Essas ações, diz o comunicado, não podem ser justificadas e deixam claro que Israel não tomou as precauções necessárias para proteger civis.

Hamas

Não é a primeira vez que a Suíça se intromete no pantanoso terreno da política do Oriente Médio. No início deste ano, o presidente suíço provocou indignação em Israel ao dizer que bloquear a ajuda financeira à Autoridade Palestina era um equívoco.

Ele argumentou na época que a comunidade internacional tinha que dar tempo para o grupo militante Hamas, eleito no início do ano, provasse que podia funcionar como governo.

Estados Unidos e União Européia, entre outros doadores, suspenderam a ajuda exigindo que o Hamas reconhecesse a existência do Estado de Israel.

A preocupação com a situação nos territórios palestinos após as operações israelenses dos últimos dias já havia sido expressa por agências humanitárias.

O Unicef (Fundo da ONU para a Infância) verificou um aumento no nível de estresse e trauma entre crianças palestinas.

A OMS (Organização Mundial de Saúde) alertou para a falta de suprimentos médicos essenciais e para as dificuldades que médicos e enfermeiras têm enfrentado para ir trabalhar por causa das restrições à circulação dentro dos territórios palestinos.

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