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Israel alerta para 'escalada' da violência | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, disse nesta terça-feira que um ataque palestino com míssil à cidade israelense de Ashkelon marcou "uma grande escalada" na guerra do Hamas. Advertindo para "conseqüências", Olmert disse que "a organização Hamas será a primeira a sentir isso". Suas declarações foram feitas depois que o míssil tipo Qassam atingiu uma escola vazia no ataque mais distante dentro de território israelense já realizado. Os alunos estavam de férias e ninguém ficou ferido, embora tenham sido registrados danos ao prédio. Embora mísseis desse tipo sejam lançados regularmente na cidade de Sderot, Ashkelon é mais distante da Faixa de Gaza e não havia sido atingida diretamente até agora. Os militares israelenses levaram adiante a ofensiva iniciada há cerca de uma semana para libertar um soldado capturado mantido na Faixa de Gaza. Uma grande força israelense foi posicionada na parte norte da Faixa de Gaza por dias, depois da captura de Gilad Shalit. Prazo O prazo de um ultimato dado pelos seqüestradores para a libertação de prisioneiros palestinos em troca de informações sobre o soldado expirou, mas as autoridades israelenses disseram que acreditam que Shalit ainda esteja vivo. Ele poderia estar sendo mantido no sul da Faixa de Gaza. "Nós sabemos que Gilad Shalit ainda está vivo, nós sabemos que ele está ferido e que foi examinado por um médico palestino há alguns dias", disse um porta-voz do governo, Avi Pazner, a uma emissora de televisão francesa. Mas Abu al-Muthana, do Exército Islâmico - um dos três grupos militantes que estão com Shalit - disse que não haverá mais conversações ou informações sobre o soldado. Uma pequena força israelense entrou na área na manhã de segunda-feira, e uma força mais numerosa será enviada agora, para tentar impedir que mais mísseis sejam lançados, diz o correspondente da BBC em Jerusalém, Nick Thorpe. O primeiro-ministro palestino, Ismail Haniya, que é do Hamas, apelou nesta terça-feira para que a vida de Shalit seja poupada. Ele teve seu gabinete na Faixa de Gaza atingido por um míssil há dois dias em um ataque israelense simbólico. Convenções de Genebra O governo suíço acusou Israel nesta terça-feira de violar as Convenções de Genebra ao infligir o que chamou de "punição coletiva" à população palestina. Guardiã dessa série de tratados internacionais de direitos humanos, a Suíça fez o alerta depois que o Exército israelense lançou uma série de operações em território palestino alegando estar tentando libertar Shalit. As Convenções de Genebra proíbem que ataques visem deliberadamente serviços de água e eletricidade, considerados essenciais para a população civil. O alerta foi feito em um comunicado que, como informa a correspondente da BBC em Genebra Imogen Foulkes, deverá ser recebido com irritação por Israel e Estados Unidos. A Suíça justificou a iniciativa - rara num país conhecido pela neutralidade em assuntos internacionais - argumentando que, como guardiã das convenções, tem no respeito pelas leis internacionais um dos fundamentos da sua política externa e que o comunicado deve ser interpretado nesse contexto. |
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