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Irã pode ter arma nuclear em 10 anos, dizem EUA | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O diretor do Serviço Nacional de Inteligência dos Estados Unidos, John Negroponte, disse em entrevista à BBC acreditar que o Irã poderia ter armas nucleares nos próximos dez anos. "A estimativa que nós fizemos é que, entre o início e o meio da próxima década, eles podem estar em uma posição de ter uma arma nuclear, o que é causa de grande preocupação", disse Negroponte. O diplomata admitiu que o serviço de inteligência americano cometeu erros ao avaliar a capacidade nuclear do Iraque, mas acrescentou que lições foram aprendidas e medidas corretivas, tomadas. "Acho que aprendemos muitas lições desde 11 de setembro assim como a partir dos erros cometidos antes da guerra com o Iraque em relação às armas de destruição em massa." Incentivos Na avaliação de Negroponte, o Irã é um dos maiores financiadores do terrorismo. "Eles (os iranianos) são o principal Estado patrocinador do terrorismo no mundo. O comportamento deles tem sido causa de preocupação não apenas no Líbano, Israel e territórios palestinos, mas também no Iraque." A crise nuclear com o Irã começou em 2003 quando os inspetores da Agência Nuclear da ONU (AIEA) comunicaram que o país havia ocultado um programa de enriquecimento de urânio por 18 anos. O governo iraniano alega que o programa é usada para fins pacíficos, mas a comunidade internacional teme que Teerã esteja tentando desenvolver uma arma nuclear. A AIEA levou o Irã ao Conselho de Segurança que, agora, analisa uma solução para o impasse. Na quinta-feira, os cinco países membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU mais a Alemanha concordaram em oferecer um pacote de incentivos ao Irã para que o país suspenda o programa de enriquecimento de urânio. Eles também determinaram a imposição de sanções, caso o Irã não interrompa o seu suposto programa nuclear. Os detalhes do pacote só serão revelados depois que ele for apresentado ao Irã. O acordo foi acertado em uma reunião em Viena entre os ministros das Relações Exteriores dos Estados Unidos, Grã-Bretanha, França, China, Rússia, Alemanha e União Européia. |
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