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Atualizado às: 25 de maio, 2006 - 17h31 GMT (14h31 Brasília)
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Game que simula invasão gera alvoroço na Venezuela
Cena da primeira versão do game Mercenaries
A primeira versão do game Mercenaries foi lançada em 2005
Um jogo de computador americano que simula a invasão militar da Venezuela está causando um alvoroço entre os políticos venezuelanos.

O jogo, produzido pela Pandemic Studios, de Los Angeles, chama-se Mercenaries 2: World In Flames (Mercenários 2: Mundo em Chamas) e tem como objetivo retirar do poder um "tirano" venezuelano imaginário.

Os partidários do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, dizem que o jogo busca apoio para uma invasão real do país.

Mas a Pandemic Studios insiste que o game, a ser lançado no ano que vem, é apenas para entretenimento.

“A Pandemic não tem ligações com o governo americano”, afirmou à agência de notícias Associated Press o vice-presidente de operações comerciais da empresa, Greg Richardson.

“A Pandemic Studios é uma empresa privada, focada somente no desenvolvimento de entretenimento interativo”, disse ele.

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Apesar disso, o responsável pelo marketing da empresa, Chris Norris, disse que seus projetistas sempre tentam se inspirar no noticiário.

“Apesar de um conflito não ter necessariamente que acontecer, é suficientemente realista acreditar que ele poderia eventualmente acontecer”, disse.

Chávez e os Estados Unidos têm estado em pé de guerra desde que o venezuelano chegou ao poder, há oito anos.

Além de acusar repetidamente Washington de tentar derrubá-lo, Chávez aumentou significativamente o controle do Estado sobre sua indústria petrolífera – a quarta maior do mundo e responsável por 15% do suprimento do mercado americano.

No jogo Mercenaries 2, os jogadores comandam soldados enviados para derrubar “um tirano com sede de poder que complica o suprimento de petróleo venezuelano, levando a uma invasão que transforma o país em uma zona de guerra”.

O deputado venezuelano Ismael García, partidário de Chávez, disse que o jogo é parte de um trabalho de preparação para uma invasão real.

“Eu acho que o governo americano sabe como preparar campanhas de terror psicológico para que possam fazer as coisas acontecer depois”, disse.

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