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Game que simula invasão gera alvoroço na Venezuela | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Um jogo de computador americano que simula a invasão militar da Venezuela está causando um alvoroço entre os políticos venezuelanos. O jogo, produzido pela Pandemic Studios, de Los Angeles, chama-se Mercenaries 2: World In Flames (Mercenários 2: Mundo em Chamas) e tem como objetivo retirar do poder um "tirano" venezuelano imaginário. Os partidários do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, dizem que o jogo busca apoio para uma invasão real do país. Mas a Pandemic Studios insiste que o game, a ser lançado no ano que vem, é apenas para entretenimento. “A Pandemic não tem ligações com o governo americano”, afirmou à agência de notícias Associated Press o vice-presidente de operações comerciais da empresa, Greg Richardson. “A Pandemic Studios é uma empresa privada, focada somente no desenvolvimento de entretenimento interativo”, disse ele. Notícias Apesar disso, o responsável pelo marketing da empresa, Chris Norris, disse que seus projetistas sempre tentam se inspirar no noticiário. “Apesar de um conflito não ter necessariamente que acontecer, é suficientemente realista acreditar que ele poderia eventualmente acontecer”, disse. Chávez e os Estados Unidos têm estado em pé de guerra desde que o venezuelano chegou ao poder, há oito anos. Além de acusar repetidamente Washington de tentar derrubá-lo, Chávez aumentou significativamente o controle do Estado sobre sua indústria petrolífera – a quarta maior do mundo e responsável por 15% do suprimento do mercado americano. No jogo Mercenaries 2, os jogadores comandam soldados enviados para derrubar “um tirano com sede de poder que complica o suprimento de petróleo venezuelano, levando a uma invasão que transforma o país em uma zona de guerra”. O deputado venezuelano Ismael García, partidário de Chávez, disse que o jogo é parte de um trabalho de preparação para uma invasão real. “Eu acho que o governo americano sabe como preparar campanhas de terror psicológico para que possam fazer as coisas acontecer depois”, disse. | NOTÍCIAS RELACIONADAS Chávez diz querer compartilhar gás com vizinhos15 maio, 2006 | BBC Report Chávez ignora Blair em visita à Grã-Bretanha14 de maio, 2006 | Notícias Chávez busca esquerda e tenta evitar isolamento14 maio, 2006 | BBC Report Chávez, Fidel e Morales firmam 'pacto alternativo à Alca'30 de abril, 2006 | Notícias Chávez ameaça expulsar embaixador dos EUA10 de abril, 2006 | Notícias Chávez toma controle de 2 poços de petróleo privados03 abril, 2006 | BBC Report Chávez diz que já pensa em disputar eleição de 201220 de fevereiro, 2006 | Notícias Chávez ameaça cortar venda de petróleo aos EUA18 de fevereiro, 2006 | Notícias | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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