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Chávez ameaça cortar venda de petróleo aos EUA | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, ameaçou cortar as exportações de petróleo do seu país para os Estados Unidos se "passar da conta". "O governo americano deve saber que se passar da conta não vai receber petróleo venezuelano", afirmou Chávez, segundo a agência de notícias France Presse. "Tenho que dizer que comecei a tomar passos em relação a isso, mas não vou dizer quais são", acrescentou o líder venezuelano, argumentando que os EUA estão errados em pensar que a Venezuela não tem para quem vender o seu petróleo. Único membro da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) na América Latina, a Venezuela produz atualmente cerca de 3,2 milhões de barris de petróleo por dia e têm nos Estados Unidos o seu maior importador. A nova ameaça do presidente venezuelano parece ser uma resposta às declarações da secretária de Estado americano, Condoleezza Rice, que defendeu uma "frente unida" contra a Venezuela. Brasil Rice chegou a dizer que havia telefonado para os ministros de Relações Exteriores de Brasil, Espanha, Áustria epara pedir que "prestassem atenção na Venezuela". Em visita ao Peru, o ministro Celso Amorim, defendeu a legitimidade do governo Chávez e refutou a inciativa americana para conter Caracas. "Chávez é um presidente eleito por seu povo, por uma maioria, e um dos poucos presidentes que no meio do mandato se submeteu a um referendo, então não se pode haver dúvidas sobre a legitimidade de seu mandato", disse o ministro das Relações Exteriores do Brasil, segundo a agência de notícias Reuters. O ministro confirmou que recentemente conversou com Rice, e que abordou o tema da Venezuela, entre outros assuntos. "Compreendemos que podem haver visões distintas entre Venezuela e Estados Unidos, por isso mesmo sempre que nos pedem estamos prontos para ajudar no diálogo entre dois países que são amigos. Somos amigos de Venezuela e também dos Estados Unidos", acrescentou Amorim, ainda de acordo com a Reuters. No mesmo discurso em que ameaçou cortar as exportações de petróleo, Chávez disse que vai aceitar um convite do presidente do Irã, Mahmud Ahmadineyad, para visitar o país. A Venezuela foi um dos um poucos países que na Agência Internacional de Energia Atômica votaram contra a decisão de levar o Irã ao Conselho de Segurança da ONU por causa do seu programa nuclear. |
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