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Bush defende plano de reforma na imigração | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush visitou um ponto de passagem na fronteira com o México para promover suas propostas para reforma na lei de imigração americana. Bush afirmou que quer aumentar a segurança na fronteira e dar a muitos imigrantes ilegais o direito de permanecer nos Estados Unidos. Muitos republicanos rejeitam o plano, afirmando que as medidas não são severas o bastante e pedindo que a imigração ilegal seja transformada em crime. Os conservadores apóiam uma lei aprovada em 2005 pela Câmara dos Representantes. O México também rejeita o plano de Bush e o presidente mexicano Vicente Fox afirma que construir barreiras e muros não é a solução. Na quarta-feira o Senado americano votou a favor da proposta de permitir que alguns imigrantes ilegais consigam a cidadania americana. O plano do Senado, que conta com o apoio de Bush, terá que ser reconciliado com o projeto de lei mais severo aprovado pela Câmara dos Representantes antes de ser transformado em lei. México Bush visitou a região de Yuma, no Arizona, uma das áreas mais movimentadas da fronteira com o México, na quinta-feira como parte de seus esforços para que o Congresso aprove sua reforma nas leis de imigração. "Compreendo que há pessoas do outro lado da fronteira que farão de tudo para vir e trabalhar", disse Bush em uma reunião de agentes da Guarda de Fronteira, em Yuma. "O Congresso precisa aprovar uma lei de imigração abrangente, pois não é possível fornecer segurança à região de fronteira a não ser que se tenham todos os elementos de um plano abrangente no lugar", afirmou. Bush repetiu seu pedido que uma política de fronteira mais severa precisa estar ligada a um esquema que dá aos imigrantes ilegais a chance de conseguir a cidadania. Segundo o correspondente da BBC em Washington Justin Webb a política de fronteira mais severa de Bush visa conseguir apoio para sua política mais liberal em relação aos imigrantes ilegais que já estão nos Estados Unidos. Mas os republicanos no Congresso ainda precisam ser convencidos dos méritos do plano e poderão não aceitar todos seus pontos, segundo correspondentes. O México, por sua vez, criticou a proposta de Bush de construir centenas de quilômetros de barreiras na fronteira entre os dois países. O porta-voz do presidente Vicente Fox disse que a barreira não vai resolver o problema de imigração e não vai ajudar nas relações entre os dois países. "Muros não podem resolver o problema da imigração... e nem (dar) segurança à região", disse Ruben Aguilar, porta-voz presidencial mexicano, em uma entrevista coletiva. O governo do México também informou que teme outro ponto da proposta de Bush, o envio de mais de 6 mil soldados da Guarda Nacional para a fronteira. Ministros do Exterior do México e de outros países da América Latina se reúnem na sexta-feira para discutir suas respostas às propostas americanas. Estima-se que existam cerca de 11,5 milhões de imigrantes ilegais nos Estados Unidos e, a cada ano, cerca de 500 mil a 1 milhão entram no país, a maioria pela fronteira com o México. |
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