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Plano de imigração divide americanos e mexicanos | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O plano para combater a imigração ilegal nos Estados Unidos, apresentado na segunda-feira pelo presidente americano George W. Bush, provocou reações variadas tanto nos Estados Unidos como no México. A bancada democrata nos EUA prometeu apoiar "planos razoáveis", mas alguns conservadores afirmam que Bush não foi longe o suficiente. O presidente pretende enviar 6 mil soldados da Guarda Nacional para reforçar a segurança na fronteira com o México, e ainda apresentou outros pontos para reformas na imigração do país, uma questão que, segundo o presidente, gerou "intensas emoções". Além de fortalecer as fronteiras, Bush afirmou que vai introduzir um sistema de vistos temporários para trabalhadores convidados, além de permitir que imigrantes ilegais consigam a cidadania americana. Analistas afirmam que o presidente americano está tentando agradar os lados opostos do debate sobre imigração: os republicanos conservadores e o crescente número de latinos dos Estados Unidos. Reações variadas No Congresso, onde estão sendo debatidas as reformas nas leis de imigração, as reações variaram entre o entusiasmo e a rejeição. Segundo o senador Edward Kennedy, "a guarda nacional já está trabalhando no limite por conta das campanhas no Iraque e no Afeganistão, além de providenciar assistência em desastres em seus próprios Estados". O plano também obteve reações céticas no México e em alguns Estados na fronteira. "O presidente está botando o ônus nos governadores (dos Estados) da fronteira para decidir os detalhes e resolver os problemas deste plano", disse o governador do Novo México, Bill Richardson. O governador da Califórnia, o republicano Arnold Schwarzenegger, elogiou o reforço da segurança na fronteira, mas afirmou estar preocupado porque esta é apenas uma solução temporária. Durante o discurso, Bush se referiu à preocupação expressa pelo presidente mexicano, Vicente Fox, afirmando que não iria "militarizar a fronteira". Mas em um comunicado, o Ministério do Exterior do México disse: "Temos que expressar nossa preocupação por que essas ações não vêm acompanhadas por progresso suficiente no processo legislativo". Estima-se que existam 11,5 milhões de imigrante ilegais nos Estados Unidos, cerca de metade seriam de origem mexicana. Objetivos No discurso de segunda-feira, o presidente americano explicou ponto por ponto seu plano. O primeiro é assegurar a segurança da fronteira americana. O número de oficiais de segurança de fronteira vai aumentar em 6 mil, elevando o total para 18 mil. Soldados da Guarda Nacional serão enviados para a região até que novos policiais de fronteira sejam treinados, mas estes guardas não vão aplicar a lei diretamente. Cercas com tecnologia avançada, estradas para as patrulhas de fronteira e sensores de movimentação serão instalados. O governo vai tomar providências para acelerar a deportação, tais como: o aumento do número de camas em centros de detenção e aceleração de procedimentos legais. Um programa de trabalho temporário vai oferecer a "imigrantes honestos" empregos para os quais as empresas não conseguirem contratar americanos para realizarem. Os trabalhadores deverão retornar para seus países de origem depois de um tempo específico. Novos cartões de identidade para trabalhadores estrangeiros legais, para incluir tecnologia biométrica, seriam introduzidos para garantir que empregadores possam verificar que estão contratando trabalhadores legalizados. A chance de conseguir a cidadania para imigrantes ilegais - Bush afirmou que esta "não seria uma anistia", mas uma medida "racional no meio do caminho entre assegurar cidadania automática para cada imigrante ilegal e um programa de deportação em massa". O presidente disse que o candidato teria que pagar uma multa por desrespeitar a lei, pagar impostos, aprender inglês e teria que esperar por sua chance depois dos imigrantes legalizados. O plano também quer encorajar os imigrantes a assimilarem a cultura, a aprenderem o inglês e "adotarem nossa identidade comum como americanos", disse Bush. A questão da imigração gerou debate e polêmica nos Estados Unidos e está entre as prioridades na pauta do governo, pois os republicanos tentam manter o controle no Congresso nas eleições de novembro. |
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