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Atualizado às: 12 de maio, 2006 - 04h21 GMT (01h21 Brasília)
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'Governo dos EUA tem banco de dados de telefonemas'
Ligações de linhas telefônicas terrestres e celulares teriam sido monitoradas
Uma das agências secretas dos Estados Unidos coletou informações a respeito de ligações telefônicas de dezenas de milhões de americanos, segundo informações do jornal USA Today.

O jornal americano afirma que as três maiores companhias telefônicas dos Estados Unidos entregam registros de telefonemas para a Agência Nacional de Segurança (NSA, na sigla em inglês) desde 2001.

O presidente George W. Bush se recusou a confirmar ou negar a existência do programa.

O presidente americano afirmou que deu permissão para a coleta de informações logo depois dos ataques de 11 de setembro de 2001, acrescentando que estas atividades ocorreram "de acordo com a lei".

"Nossas atividades secretas tem como alvo estritamente a Al Qaeda e seus associados conhecidos", disse Bush em uma declaração da Casa Branca divulgada logo depois que o jornal divulgou a informação.

"A privacidade de americanos comuns está protegida. Não estamos explorando a vida particular de milhões de americanos inocentes", acrescentou Bush na declaração.

O jornal USA Today afirmou que o governo obteve registros de ligações mas não alega que o governo ouviu as ligações.

Segundo o jornal uma fonte não identificada teria afirmado que a NSA usou as informações para construir o "maior banco de dados já elaborado no mundo".

Senado

Senadores americanos reagiram às alegações afirmando que vão ordenar que as companhias telefônicas citadas prestem depoimento a respeito.

O senador Patrick Leahy, o senador democrata do Comitê Judiciário do Senado, reagiu ao relatório exibindo o jornal em uma reunião do comitê.

"Precisamos saber o que nosso governo está fazendo para espionar os americanos", disse.

Senadores republicanos sugeriram que a reação de Leahy foi exagerada, destacando que a história não alega escutas telefônicas, apenas a criação de um banco de dados para analisar padrões de ligações telefônicas.

Analistas não concordam se o governo tem autoridade para exigir as informações que estaria reunindo.

"Estou certo de que, se for verdade, é ilegal", disse o professor Michael Greenberger, da Universidade de Direito de Maryland.

A lei americana de comunicações, de 1934, proíbe que companhias liberem informações a respeito de ligações, afirmou o professor.

Mas as três companhias telefônicas citadas, AT&T, Verizon e BellSouth, todas afirmaram ao USA Today que não desrespeitaram nenhuma lei.

Juntas as companhias atendem mais de 200 milhões de clientes. Uma quarta empresa, Qwest, não teria aceitado participar do programa do governo.

Um grupo de defesa das liberdades civis, a Fundação Fronteira Eletrônicas, entrou com um processo em abril contra a AT&T depois que um ex-funcionário da companhia ter indicado que a AT&T estaria envolvida com o tipo de atividade relatada pelo USA Today.

Autoridade

O governo Bush afirmou que o presidente tem autoridade para monitorar comunicações para interromper atividades terroristas.

As informações do USA Today foram divulgadas em um momento potencialmente delicado para o governo.

O general Michael Hayden, que liderava a NSA quando teria sido lançada a operação relatada pelo jornal, foi indicado nesta semana para ser o novo diretor da CIA e deve enfrentar a sabatina de confirmação do Senado americano em breve.

A senadora democrata Dianne Feinstein alertou que as últimas alegações podem "apresentar um crescente obstáculo à confirmação".

A porta-voz da Casa Branca Dana Perino disse que o presidente George W. Bush sustenta sua escolha.

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