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EUA devem depor em comitê da ONU contra tortura | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Os Estados Unidos devem comparecer ao Comitê da Organização das Nações Unidas (ONU) para Tortura pela primeira vez desde o início da sua chamada guerra ao terrorismo depois dos ataques de 11 de setembro de 2001. Os Departamentos de Estado, Justiça, Defesa e Segurança Nacional vão enviar 30 representantes que vão depor em uma audiência pública em Genebra. Segundo correspondentes as autoridades deverão enfrentar questionamentos severos a respeito das práticas usadas na guerra contra o terrorismo. Grupos de defesa dos direitos humanos acusam os Estados Unidos de desprezarem a Convenção da ONU contra a Tortura. Estes grupos acusam os Estados Unidos de permitirem a tortura e tratamentos desumanos para suspeitos de terrorismo, estrangeiros, em seus centros de detenção no Afeganistão, Iraque, na base de Guantánamo em Cuba e em outros lugares. Depoimento público Esta será a primeira vez desde o ano 2000 que os Estados Unidos darão depoimento público frente ao comitê. Como signatário da Convenção da ONU contra a Tortura os Estados Unidos são obrigados a dar o depoimento. Dez especialistas jurídicos vão examinar os depoimentos da equipe americana, liderada pelo conselheiro jurídico do Departamento de Estado, John Bellinger, em depoimentos públicos que devem continuar até a segunda-feira. Os depoimentos têm um importante significado, segundo Jennifer Daskal, do grupo de defesa dos direitos humanos Human Rights Watch. "O que torna estes depoimentos tão importantes é que será a primeira vez que os Estados Unidos deverão prestar contas por seu histórico de tortura considerando algumas das práticas implantadas depois de 11 de setembro de 2001", disse. Nomes e números O comitê quer saber a respeito das supostas prisões secretas da CIA e a respeito dos prisioneiros que não tem contato com pessoas fora das prisões, segundo informações da correspondente da BBC em Genebra, Imogen Foulkes. Segundo um documento da ONU o comitê vai exigir os números de prisioneiros e suas nacionalidades. O comitê também deverá pedir detalhes sobre todos os que foram levados para outros países além de poder perguntar a respeito das medidas exatas que os Estados Unidos tomaram logo depois da denúncia de abuso de prisioneiros na prisão de Abu Ghraib, no Iraque, para garantir que o caso não ocorresse novamente. Os Estados Unidos afirmam se "opor de modo inequívoco" a tortura e continuam comprometidos com a proibição destas práticas pela ONU. O comitê da ONU não tem poderes formais e não pode impor sanções, mas os signatários da convenção devem agir seguindo as recomendações que serão publicadas depois dos depoimentos. | NOTÍCIAS RELACIONADAS EUA divulgam lista de presos em Guantánamo20 de abril, 2006 | Notícias Anistia diz ter provas de 'vôos secretos' da CIA05 de abril, 2006 | Notícias Suprema Corte verificará legalidade de casos em Guantánamo28 de março, 2006 | Notícias Comissão de Direitos Humanos da ONU é suspensa13 de março, 2006 | Notícias Médicos de sete países condenam Guantánamo10 de março, 2006 | Notícias Relatório da ONU pede fechamento de Guantánamo16 de fevereiro, 2006 | Notícias EUA criticam ONU por cobrar fim da prisão de Guantánamo16 de fevereiro, 2006 | Notícias Relatório da ONU denuncia tortura em Guantánamo, diz jornal14 de fevereiro, 2006 | Notícias LINKS EXTERNOS A BBC não se responsabiliza pelo conteúdo dos links externos indicados. | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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