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Médicos de sete países condenam Guantánamo | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Mais de 250 médicos especialistas assinaram uma carta condenando os Estados Unidos por forçar a alimentação de prisioneiros em greve de fome na Baía de Guantánamo. Os especialistas afirmaram que médicos na prisão militar precisam respeitar o direito dos detidos de recusar o tratamento. A carta, publicada na revista científica The Lancet, afirma que médicos que usaram métodos de contenção e alimentação forçada para os prisioneiros deveriam ser punidos por órgãos representantes da categoria. Cerca de 500 suspeitos de terrorismo estão detidos em Guantánamo sem julgamento. Os Estados Unidos argumentam que a Convenção de Genebra não se aplica aos prisioneiros do campo. Segundo os americanos os detidos são combatentes inimigos que ainda representam ameaça à segurança nacional. Grupos de defesa dos direitos humanos e a ONU pediram que os Estados Unidos fechem a instalação. A Anistia Internacional afirmou que as acusações na carta publicada na The Lancet destacam a necessidade de "exames médicos independentes" dos prisioneiros. Sete países A carta aberta foi assinada por mais de 250 autoridades médicas de sete países: Grã-Bretanha, Estados Unidos, República da Irlanda, Alemanha, Austrália, Itália e Holanda. "Pedimos ao governo americano que garanta que os prisioneiros sejam examinados por médicos independentes e que técnicas como alimentação forçada e cadeiras com amarras sejam abandonadas", afirma a carta. Os médicos afirmaram que a Associação Médica Mundial, um órgão internacional que representa médicos, incluindo os americanos, não permite, especificamente, a alimentação forçada. Os detidos no campo afirmaram que os prisioneiros que fizeram greve de fome foram amarrados a cadeiras e forçados a se alimentarem por meio de tubos inseridos nas narinas. Mais de 80 prisioneiros teriam feito greve de fome em dezembro de 2005, um número que, atualmente, caiu para quatro. David Nicholl, um neurologista britânico que teve a idéia da carta aberta, disse à agência de notícias Reuters que acusações de alimentação forçada representam um "desafio" à Associação Médica Americana, que é signatária do código de conduta da Associação Médica Mundial. "Eles vão obedecer àquelas declarações (proibindo alimentação forçada) ou (eles)... literalmente não valem o papel em que a declaração foi escrita?", perguntou Nicholl. |
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