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Atualizado às: 16 de fevereiro, 2006 - 11h22 GMT (09h22 Brasília)
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Relatório da ONU pede fechamento de Guantánamo
Prisioneiros na Baía de Guantánamo
A maioria dos presos está em Guantánamo por mais de quatro anos
A Organização das Nações Unidas está pedindo o fechamento imediato do centro de detenção da Baía de Guantánamo, em Cuba.

O relatório do Alto Comissariado de Direitos Humanos sobre as condições da prisão, afirma que todos os prisioneiros devem ser libertados "sem demora".

De acordo com o relatório, alguns dos aspectos do tratamento dos presos se iguala a tortura.

Os Estados Unidos rejeitaram a maioria das alegações, sob o argumento de que os cinco investigadores nunca visitaram Guantánamo.

Detenção arbitrária

Mais de 500 detidos estão sendo mantidos em Guantánamo, muitos dos quais presos no centro por mais de quatro anos.

Um dos autores, Manfred Nowak, disse que a detenção por anos sem abertura de processo significa detenção arbitrária.

"Estas pessoas deveriam ser libertadas imediatamente ou levadas a julgamento em um tribunal competente, depois de processadas", disse Nowak à BBC.

Falando em Londres antes da divulgação do relatório, a Alta Comissária da ONU para Direitos Humanos, Louise Arbour, disse que não via outras alternativas a não ser o fechamento da prisão de Guantánamo.

Ela disse duvidar que o sistema jurídico dos Estados Unidos possa desfazer os estragos já feitos, com presos detidos por tempo demais.

O relatório conclui que o governo americano deve "privar-se de qualquer prática de tortura ou tratamentos cruéis, desumanos ou degradantes", incluindo a alimentação forçada de presos em greve de fome utilizando tubos nasais.

Em particular, as técnicas de interrogatório especiais, autorizadas pelo Departamento de Defesa dos Estados Unidos, não devem ser utilizadas.

O relatório pede ainda acesso total e irrestrito ao campo, incluindo a realização de entrevistas privadas com os detentos.

Os Estados Unidos convidaram os investigadores para irem a Guantánamo, mas sem permitir a eles o direito de falarem com os presos em particular.

A ONU respondeu que as condições "eram inegociáveis" e recusou-se a enviar investigadores.

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