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Representante da ONU denuncia 'crueldade' em Guantánamo | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Um representante das Nações Unidas disse nesta sexta-feira que os Estados Unidos podem estar empregando métodos cruéis para forçar os prisioneiros que mantém na prisão de Guantánamo a se alimentarem. Manfred Nowak disse que advogados que estiveram na base americana em Cuba apresentaram a ele alegações bem fundamentadas de crueldade, mas ressaltou que ele próprio não poderia investigar as denúncias sem que os Estados Unidos lhe dê acesso irrestrito aos prisioneiros - o que o país vem se recusando a fazer. O número de prisioneiros que estão fazendo greve de fome na base mais que dobrou desde o dia 25 de dezembro. Atualmente, de acordo com militares americanos, 84 deles estão se negando a comer. De acordo com as alegações divulgadas por Nowak, que não visitou Guantánamo, são guardas e não médicos que estão inserindo os tubos de alimentação nos narizes dos prisioneiros, causando sangramentos e vômitos. Pentágono nega "Se tais alegações são verdadeiras, então isso sem dúvida representa um tratamento cruel", disse Nowak. Mas um porta-voz do Pentágono, coronel Brian Maker, disse que não há indícios de que os prisioneiros que estão fazendo greve de fome estão sendo tratados de forma inapropriada. "Eu não conheço nenhum caso em que essas pessoas tenham sido deixadas sangrando, não há relatos disso, não há indícios verossímeis produzidos por qualquer investigação sobre isso", disse Maker. Os advogados dos prisioneiros dizem que a greve de fome é para protestar contra a contínua detenção sem que eles sejam julgados e contra as condições a que eles são submetidos. |
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