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Atualizado às: 11 de novembro, 2005 - 05h31 GMT (03h31 Brasília)
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Senado dos EUA quer relatório sobre 'prisões secretas'
Guantánamo
Senado também apoiou medida que impede presos de Guantánamo de entrar na Justiça dos EUA
O Senado dos Estados Unidos pediu ao diretor dos serviços de inteligência do país, John Negroponte, um relatório sobre as alegações de que a CIA (agência secreta americana) manteria prisões secretas em outros países para abrigar suspeitos de terrorismo.

Numa votação decidida por 82 votos a favor e 9 contra, os congressistas apoiaram uma emenda proposta pelo senador democrata John Kerry para que Negroponte elabore um relatório confidencial sobre o assunto, a ser apresentado às comissões de inteligência da Câmara e do Senado.

As alegações sobre as prisões foram feitas há cerca dez dias no jornal The Washington Post. Segundo a reportagem, a CIA mantém instalações secretas em oito países, no Leste Europeu e na Ásia.

A CIA não confirmou nem negou a existência das prisões.

Ainda nesta quinta-feira, o Senado votou a favor de uma medida que impede que "suspeitos de terrorismo" detidos na prisão de Guantánamo, em Cuba, questionem a legalidade da sua detenção na Justiça americana.

A medida, porém, ainda precisa passar por várias etapas antes de se tornar lei.

União Européia

Os relatos das supostas prisões secretas no Leste Europeu foram recebidos com preocupação pela União Européia, que anunciou que ia lançar uma investigação informal para apurar as alegações.

Um porta-voz do bloco, Friso Roscam Abbing, disse na semana passada que a existência dessas prisões violaria as leis que regem os direitos humanos na Europa.

A organização Human Rights Watch (HRW) – que, como indica o nome, monitora as práticas de direitos humanos no mundo – sugeriu que a Polônia e a Romênia podem estar entre os países que abrigariam as prisões secretas, mas ambos negaram as alegações.

O Washington Post disse que não publicou os nomes dos países no Leste Europeu supostamente envolvidos a pedido de autoridades americanas, por temor de que isso prejudicasse os esforços contra o terrorismo.

De acordo com o Washington Post, os centros de detenção foram estabelecidos depois dos ataques de 11 de setembro de 2001 aos Estados Unidos.

A motivação para manter essas instalações em solo estrangeiro seria evitar que as prisões e interrogatórios sejam regidos pelas leis americanas, com base nas quais os prisioneiros poderiam contestar o encarceramento por tempo indefinido.

Segundo o jornal, cerca de 30 presos, considerados suspeitos de terrorismo, estão sendo mantidos nos "locais negros" da CIA. Outros 70 teriam sido entregues aos serviços de inteligência do Egito, Marrocos, Afeganistão e outros países.

A reportagem também indicou que o Afeganistão e a Tailância abrigavam prisões secretas, que teriam sido fechadas. A Tailândia negou a alegação.

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