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ONU recusa convite para visita a Guantánamo | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
As Nações Unidas recusaram formalmente nesta sexta-feira um convite dos Estados Unidos para visitar o campo de prisioneiros de Guantánamo, dizendo que não poderiam aceitar as restrições impostas pelo governo americano. Especialistas em direitos humanos da ONU dizem que os Estados Unidos se recusaram a garantir a eles o direito de conversar em particular com os presos. Isso seria necessário para uma “avaliação confiável, objetiva e justa da situação dos presos”, segundo os especialistas. Cerca de 500 suspeitos de ações terroristas são mantidos presos no campo militar americano. O acesso aos presos foi concedido apenas à Cruz Vermelha. O Comitê Internacional da Cruz Vermelha relata suas descobertas apenas para as autoridades de detenção. Tratamento dos presos Ativistas de direitos humanos vem expressando sua preocupação crescente sobre o tratamento dos presos em Guantánamo, alguns dos quais estão em greve de fome. Os pedidos para que o campo seja aberto à fiscalização de especialistas em direitos humanos aumentou neste ano, após alegações de abusos no campo de prisioneiros. Funcionários da ONU vêm tentando visitar o campo de Guantánamo desde sua abertura, em janeiro de 2002. No mês passado, o Pentágono disse que os inspetores da ONU poderiam visitar o campo no dia 6 de dezembro. A ONU concordou em limitar a visita a apenas um dia, em vez de três, e de enviar três monitores em lugar de cinco. Mas o organismo internacional permaneceu firme em sua posição de que os inspetores não fariam a visita se não pudessem falar com os presos em particular. Os inspetores da ONU dizem que visitar o campo sob tais restrições “iria contra os princípios” sob os quais eles trabalham. “É particularmente decepcionante que o governo dos Estados Unidos, que vem declarando consistentemente seu compromisso com os princípios, a independência e a objetividade do mecanismo de inspeção, não estivesse em uma posição de aceitar essas condições”, disse um comunicado da ONU. |
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