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Cruz Vermelha expressa preocupação com Guantánamo | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O Comitê Internacional da Cruz Vermelha (ICRC, na sgigla em inglês) manifestou preocupação com a greve de fome de um grupo de detentos da base naval americana de Guantánamo, em Cuba. A porta-voz do ICRC, Antonella Notari, não deu detalhes sobre as visitas realizadas por representantes da organização aos prisioneiros, mas disse que a situação é grave. Uma delegação da Cruz Vermelha, que raramente expressa as suas preocupações em público, esteve em Guantánamo por dez dias. Segundo o Exército americano, 28 detentos estão em jejum como protesto contra as condições em que estão sendo mantidos. Há relatos, no entanto, que um número muito maior, entre 200 presos e 500 presos, estaria se recusando a comer. Para os militares, a greve de fome é caracterizada quando um prisioneiro rejeita nove refeições consecutivas. "Clinicamente estáveis" Estima-se que 500 pessoas, entre suspeitos de pertencer à milícia afegã Talebã e à rede militante Al-Qaeda, estejam detidos em Guantánamo. A maior parte foi capturada durante a invasão americana do Afeganistão, em 2002. Muitos deles estão presos desde então sem terem recebido acusações formais. Um representante do Exército disse que os prisioneiros em jejum estão clinicamente estáveis e que estavam recebendo líquidos e nutrientes quando necessário. Advogados dos detidos acreditam que isso significa que os detentos estão sendo alimentados à força. Um advogado britânico, Clive Stafford Smith, acusou o Exército americano de algemas os detentos às suas camas para inserir sondas de alimentação. As primeiras informações sobre greves de fome surgiram em julho. Segundo os militares, alguns detentos aderem ao protesto por algum tempo e depois retomam as refeições normalmente. |
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