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Atualizado às: 09 de fevereiro, 2006 - 18h33 GMT (16h33 Brasília)
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EUA alimentam presos de Guantánamo à força, diz jornal
Prisioneiros em Guantánamo
Prisão vem sendo criticada por grupos de defesa dos direitos humanos
Detentos em greve de fome na prisão militar americana da Baía de Guantánamo, em Cuba, estão sendo amarrados em cadeiras e forçados a se alimentar por meio de tubos, afirma o o jornal The New York Times.

Fontes do jornal que não foram identificadas disseram que prisioneiros estão tentando morrer.

De acordo com o principal porta-voz militar em Guantánamo, Tenente-Coronel Jeremy Martin, o número de presos em greve de fome caiu de 84 para quatro.

Grupos de defesa de direitos humanos denunciaram no passado a alimentação forçada de presos.

Solitária

De acordo com as Forças Armadas americanas, a greve de fome é caracterizada pela perda de nove refeições consecutivas.

Detentos que estão sendo forçados a se alimentar também têm seus movimentos restringidos para impedir que vomitem depois de alimentados. Eles também estariam sendo confinados em solitária por longos períodos para que não possam ser encorajados ou motivados pelos companheiros, diz o jornal.

Martin confirmou em um comunicado ao The New York Times a existência de "sistema de refreamento para facilitar a alimentação dos detentos".

 Não mudamos nada. Nossos processos e procedimentos são os mesmos.
Tenente Coronel Jeremy Martin, porta-voz militar dos EUA em Guantánamo

Martin ressaltou que a alimentação forçada foi administrada de "maneira humana e compassiva" e somente quando necessário, para manter os prisioneiros vivos.

Citando fontes oficiais, o The New York Times afirma que os militares estavam preocupados com greves de fome, que começaram em agosto e estariam saindo do controle.

Condenação internacional

Os militares americanos estariam temendo que um dos prisioneiros pudesse cometer suicídio, alimentando críticas à existência da prisão de Guantánamo.

Apesar da súbita queda no número de prisioneiros em greve de fome, Martin recusou-se a reconhecer que ela se deva à alimentação forçada.

"Não mudamos nada. Nossos processos e procedimentos são os mesmos," afirmou, acrescentando que "os números têm flutuado".

As greves de fome começaram no ano passado, em protesto contra as condições da prisão, com a adesão de 76 prisioneiros. O número aumentou para 131 em setembro e depois caiu, para voltar a subir para 84 em dezembro.

A prisão de Guantánamo foi instituída em 2002 para manter suspeitos da "guerra contra o terrorismo" decretada pelo presidente George W. Bush, muitos dos quais foram capturados no Afeganistão. No momento, cerca de 500 prisioneiros estão confinados no local.

De acordo com dois advogados, a metade dos detentos, mantidos sem acusação formal, nunca cometeu "atos hostis" contra os Estados Unidos.

Mark Denbeaux e Joshua Denbeaux estimam que 55% "não cometeram nenhum ato hostil contra os Estados Unidos ou seus aliados na coalizão", depois de analisarem documentos do governo relacionados aos prisioneiros.

A reportagem também sugere que alguns dos detentos foram capturados por pessoas buscando prêmios oferecidos pelo governo americano e que suas identidades nunca foram propriamente verificadas.

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