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Parlamento italiano escolhe líderes indicados por Prodi | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Após horas de sessões de votação, o parlamento italiano escolheu dois candidatos do primeiro-ministro recém-eleito Romano Prodi para serem os líderes da Câmara e do Senado italiano. Fausto Bertinotti será o líder da Câmara, equanto Franco Marini ficará à frente do Senado. Marini foi eleito após três sessões de votação inconclusivas. Segundo analistas, a batalha para eleger Marini demonstra os problemas que a centro-esquerda tem em controlar o Senado. Prodi tem uma maioria de apenas duas cadeiras numa Casa que conta com 300 senadores. De acordo com o correspondente da BBC em Roma, David Wiley, Prodi ficará vulnerável principalmente no Senado e a ausência de um único senador por causa de doença poderá colocar em risco sua futura coalizão. Bertinotti, de 66 anos, um líder veterano de um partido comunista que faz parte da coalizão de centro-esquerda de Prodi, garantiu a liderança da Câmara com uma maioria simples. A diferença foi muito menor no Senado, onde Marini derrotou o indicado do primeiro-ministro Silvio Berlusconi, Giulio Andreotti, por apenas nove votos. Nas duas casas houve aplausos quando os resultados foram anunciados, demonstrando o alívio da centro-esquerda. Prodi disse que ele estava "muito, muito feliz" com o resultado, segundo a agência de notícias italiana Ansa. "Nós nos estabelecemos", teria dito Prodi. Tensão No entanto, de acordo com o correspondente da BBC, o clima está tenso entre a esquerda e a direita nas eleições italianas. Ele disse que Berlusconi, que continua à frente do governo da Itália e se recusa a admitir a derrota nas eleições gerais, está acompanhando o desconforto de Prodi com uma alegria maldosa. Berlusconi diz que Prodi não pode esperar criar uma nova coalizão estável por causa da vitória muito apertada. Bertinotti não conseguiu garantir uma maioria de dois terços durante as votações de sexta-feira, que acabou em caos quando os votos secretos não elegeram um líder. Na corrida ao Senado, Marini parecia ter a maioria do apoio, mas não obteve os 162 votos necessários para a vitória. Uma segunda sessão aparentemente tinha dado a vaga a Marini, mas políticos da centro-direita disseram que seu nome foi escrito de forma incorreta - "Francesco" - em três votos. Durante a terceira sessão houve nova confusão com os nomes nos votos. A principal tarefa do novo parlamento inicialmente será eleger um novo chefe de Estado para substituir o presidente Carlo Ciampi, cujo mandato termina no próximo mês. Apenas depois disso um novo governo pode tomar posse. |
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