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Itália: Contestação 'não põe em risco vitória de Prodi' | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O número de votos que estão sendo contestados nas eleições gerais italianas é bem menor do que se pensava e não deve afetar a vitória do candidato de oposição, Romano Prodi, segundo declarou o ministério do Interior do país nesta sexta-feira. Os 80 mil votos que estavam sendo contestados foram reduzidos para apenas 5 mil. O número inclui 2.131 votos para a Câmara – onde Prodi venceu por apenas 25 mil votos, segundo resultados oficiais – e 3.135 para o Senado, onde a aliança de centro-esquerda conseguiu dois assentos a mais do que a coalizão do primeiro-ministro Silvio Berlusconi. A recontagem foi pedida pelo premiê, que alega que houve "muita fraude" na eleição e se recusa a reconhecer a derrota até que o processo seja terminado. Cumprimentos Com as novas informações, os aliados de Berlusconi começaram a se distanciar das suas alegações de fraude. "A esquerda ganhou e deve governar", disse o ministro de Bem Estar Social, Roberto Maroni, do partido Liga do Norte. Prodi já reivindicou vitória e espera ter o resultado reconhecido de forma definitiva ainda nesta sexta-feira. O candidato foi parabenizado por vários chefes de governo e Estado, incluindo a primeira-ministra alemã, Angela Merkel, e o presidente francês, Jacques Chirac. A exceção notória é a do governo americano. Um porta-voz da Casa Branca disse na quinta-feira que o presidente George W. Bush vai esperar a conclusão do processo eleitoral para cumprimentar o vencedor. Prodi, que já foi primeiro-ministro da Itália e comissário da União Européia, disse já ter dado início às negociações para a formação de um governo. No entanto, um novo governo só poderá assumir quando o Parlamento indicar o sucessor do presidente Carlo Azeglio Ciampi. Ciampi termina o seu mandato em maio e já indicou que deixará a tarefa de presidir a mudança para o seu sucessor. Prodi rejeitou uma proposta de Berlusconi para formar uma grande coalizão e rejeitou temores de que uma vitória tão estreita torne o país "ingovernável". Ele discordou do argumento de que a votação deixou a Itália dividida, dizendo que esta não é uma situação "peculiar" do país. |
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