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Novo premiê palestino critica corte feito por UE | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O novo primeiro-ministro palestino, Ismail Haniya, do grupo militante Hamas, criticou a União Européia e os Estados Unidos por terem cortado a ajuda financeira direta dada à Autoridade Palestina. Em um encontro com o presidente Mahmoud Abbas, Haniya afirmou que a decisão foi "apressada e injusta" e não serve aos interesses do Oriente Médio. "O mundo deveria respeitar a escolha do povo palestino", disse o primeiro-ministro, lembrando as eleições que deram a maioria do Parlamento ao Hamas, em janeiro. Abbas disse que os cortes vão prejudicar o povo palestino. "Ao cortarem a ajuda, os Estados Unidos e a União Européia estão punindo todos os cidadãos, trabalhadores e famílias", afirmou. Ajuda humanitária Na sexta-feira, a Comissão Européia anunciou que vai suspender a ajuda direta dada aos palestinos, o que vai prejudicar a entrega de US$ 36,9 milhões que já estavam para ser enviados. Tanto os Estados Unidos quanto a União Européia têm pedido para o Hamas reconhecer o Estado de Israel, renunciar à violência e aceitar acordos de paz fechados no passado. A Autoridade Palestina recebe cerca de US$ 600 milhões por ano da União Européia, desde a sua fundação, em 1994. Os Estados Unidos vinham contribuindo com mais US$ 400 milhões anuais. O governo americano disse que vai suspender ou até cancelar o financiamento, mas prometeu ajudar nas operações de assistência humanitária aos palestinos através das agências da ONU. A secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, disse que o Hamas "precisa se responsabilizar pelas conseqüências de suas políticas". Crise Segundo a correspondente da BBC na Cidade de Gaza, Caroline Hawley, Ismail Haniya e os ministros palestinos estão profundamente preocupados. De acordo com Hawley, o novo governo palestino está quebrado e endividado, e não tem dinheiro para pagar os salários de seus servidores civis. Membros do Hamas já disseram que estão tentando conseguir ajuda vinda de países árabes e islâmicos. A decisão da Comissão Européia não afeta a ajuda humanitária enviada a organizações não-governamentais e a agências da ONU. |
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