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Atualizado às: 07 de abril, 2006 - 19h48 GMT (16h48 Brasília)
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EUA anunciam corte de ajuda a palestinos
Palestinos pegando sacos de farinha enviados pela União Européia em Gaza
Ajuda humanitária, prestada através da ONU, será mantida
O governo americano anunciou nesta sexta-feira que vai suspender o envio de ajuda financeira à Autoridade Palestina.

A Casa Branca disse, no entanto, que vai aumentar o dinheiro destinado para ajuda humanitária nos territórios palestinos através de agências das Nações Unidas.

O anúncio veio no mesmo dia em que a União Européia (UE) decidiu suspender temporariamente a ajuda destinada ao governo palestino, que está desde o mês passado sob o comando do grupo islâmico Hamas.

Tanto o governo americano como o bloco europeu consideram o Hamas uma organização terrorista.

A UE é a maior doadora à Autoridade Palestina, que é altamente dependente da ajuda estrangeira. O novo premiê palestino, Ismail Haniyeh, admitiu nesta semana que o seu governo não tem dinheiro.

Israel

O porta-voz do Departamento de Estado, Sean McCormack, disse que o governo americano pode voltar atrás e cancelar a suspensão da ajuda americana no caso de o governo palestino reconhecer o direito de existência de Israel e abdicar da violência.

Os Estados Unidos tinham dito antes que não iriam financiar um governo palestino liderado pelo Hamas, que venceu as eleições gerais palestinas em janeiro.

Segundo fontes do governo, a ajuda humanitária americana para os palestinos será aumentada em 57% neste ano para US$ 245 milhões.

Já a Comissão Européia (o braço executivo da UE) anunciou, por meio da porta-voz Emma Udwin, que cerca de US$ 36,9 milhões em ajuda estão em discussão no futuro imediato.

A União Européia envia cerca de US$ 600 milhões aos palestinos a cada ano, incluindo US$ 262 milhões de doações feitas individualmente por seus Estados-membros. Essa ajuda direta não é afetada pelo anúncio desta sexta-feira.

A suspensão dos pagamentos também não afeta a ajuda humanitária enviada para organizações governamentais ou para as agências humanitárias das Nações Unidas que atuam no país.

Os ministros das Relações Exteriores dos países da UE devem se reunir na semana que vem para decidir o que fazer com a ajuda financeira ao governo palestino no longo prazo.

A UE vem ameaçando cortar a ajuda aos palestinos se o Hamas não renunciar ao uso da violência e não reconhecer o direito de Israel à existência.

Segundo a porta-voz Emma Udwin, o bloco está adotando “uma política de prudência máxima” para não fazer pré-julgamentos antes da reunião de ministros marcada para a próxima segunda-feira em Luxemburgo.

Segundo Udwin, o Hamas ainda não atendeu às exigências da comunidade internacional.

O Hamas, que assumiu o governo palestino no mês passado com o premiê Ismail Haniyeh, disse que qualquer suspensão de fundos europeus seria uma punição coletiva ao povo palestino.

Porém, o Hamas já disse que vai apelar ao mundo islâmico para financiar suas ações e compensar a suspensão da ajuda ocidental.

A Autoridade Nacional Palestina vem recebendo cerca de US$ 1 bilhão por ano em ajuda da União Européia e dos Estados Unidos desde sua fundação, em 1994.

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