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Atualizado às: 05 de abril, 2006 - 16h18 GMT (13h18 Brasília)
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Sindicatos dão prazo para fim de lei na França
Manifestação em Paris na terça reuniu centenas de milhares
Apesar de concessões, estudantes planejam novos protestos
Os sindicatos franceses estabeleceram um prazo até a Páscoa para que o governo revogue a polêmica lei trabalhista que facilita a demissão de jovens no primeiro emprego.

De acordo com uma declaração conjunta de sindicados e grupos estudantis, divulgada nesta quarta-feira, o presidente Jacques Chirac tem até o início do recesso da primavera do Parlamento, antes do feriado da Páscoa, para retirar a lei.

Caso contrário, os grupos organizarão um novo dia de protestos.

O presidente da Confederação Geral dos Trabalhadores franceses, Bernard Thibault, disse que não vai desistir enquanto a lei, batizada de CPE (Primeiro Contrato de Emprego, na sigla em francês), não for revogada.

Representantes das 12 maiores confederações e sindicatos estão reunidos com o governo discutindo a questão.

Protestos

A força dos movimentos estudantis e trabalhistas foi testada na terça-feira, com enormes protestos em mais de 200 cidades em todo o país.

De acordo com os sindicatos, mais de 3 milhões de pessoas foram às ruas em toda a França no quinto grande protesto nacional contra a lei. A polícia calcula que o número de manifestantes tenha ficado em torno de 1 milhão.

O jornal econômico Les Echos afirma que há uma crescente preocupação com a forma com que o presidente Jacques Chirac e o primeiro-ministro Dominique de Villepin administraram a crise, que começou a afetar a demanda por produtos franceses.

Críticos afirmam que a medida, que permitiria a demissão de pessoas até 26 anos a qualquer momento nos primeiros dois anos de contrato, pode ampliar a insegurança dos trabalhadores e violar direitos que foram duramente alcançados no país.

Mudanças

O presidente ofereceu um pacote de concessões na sexta-feira, ao ratificar o CPE. Ele suspendeu imediatamente a vigência da nova lei, para retorná-la à Assembléia Nacional com as emendas propostas.

Entre as concessões estariam a redução do prazo sem estabilidade de dois para um ano e a obrigatoriedade para empregadores de apresentar razões para demissões.

A França, segunda maior economia da zona do euro, sofreu uma onda de protestos em zonas de baixa renda, nos arredores de Paris, no ano passado.

A polêmica lei do primeiro emprego foi apresentada pelo governo como parte da solução para o problema de desemprego nestas áreas.

Protestos de estudantes na FrançaFrança
Entenda a polêmica sobre a nova lei trabalhista.
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