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Atualizado às: 15 de março, 2006 - 10h25 GMT (07h25 Brasília)
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Israel interroga presos levados de prisão palestina
Mahmoud Abbas
Líder palestino estava no primeiro dia de sua viagem à Europa
Dezenas de prisioneiros apanhados durante o controverso assalto das forças israelenses a uma prisão palestina em Jericó, na Cisjordânia, na terça-feira, estão sendo interrogados em Israel.

Segundo o governo israelense, alguns deles vão ser julgados em Israel, incluindo Ahmed Saadat, acusado pelos israelenses da morte do ministro israelense Rehavan Zeevi, há cinco anos.

O assalto à prisão palestina ocorreu pouco depois de os monitores britânicos terem se retirado por preocupações com segurança.

Israel disse que foi forçado a agir porque o líder palestino, Mahmoud Abbas, estava prestes a libertar os militantes presos.

Abbas interrompeu viagem pela Europa depois por causa da invasão da prisão, que provocou protestos violentos.

Alerta

Autoridades em Israel e na Cisjordânia continuam em estado de alerta temendo mais violência em resposta à ação na prisão.

Na terça-feira, em resposta à invasão, palestinos atacaram propriedades britânica e da União Européia na cidade de Gaza e em Ramallah.

Eles também seqüestraram diversos ocidentais, mas a maioria deles já foram libertados.

Abbas condenou o ataque, assim como observadores internacionais que monitoravam a cadeia mas acabaram deixando o local por causa da falta de segurança.

O líder palestino estava no primeiro dia de uma viagem que tinha o objetivo de garantir ajuda financeira para a Autoridade Palestina.

A visita era considerada importante, já que a União Européia é o maior doador de dinheiro para a Autoridade Palestina - a ajuda chega a U$ 340 milhões ao ano.

Mas desde a vitória do Hamas - que consta da lista de organizações terroristas da UE - nas eleições parlamentares, o bloco europeu vem reavaliando a sua posição.

A invasão

A operação militar, que deixou dois mortos, teve início na manhã de terça-feira. Depois de horas de cerco, prisioneiros procurados por Israel se entregaram.

Israel disse que existiam indícios de que vários seriam libertados.

Mahmoud Abbas disse recentemente que libertaria Ahmed Saadt, líder da Frente Popular para a Libertação da Palestina (FPLP), eleito deputado em janeiro, se a FPLP assumisse a responsabilidade por sua segurança.

Saadat foi preso em 2002 por conexão com o assassinato do ministro do Turismo, Rahavam Zeevi, por atiradores da FPLP em 2001. O assassinato teria sido uma vingança contra Israel pela morte do antecessor de Saadat na liderança do grupo.

A FPLP disse que a invasão não "não passará sem retaliação"

Todas as facções palestinas apoiaram a realização de uma greve geral nesta quarta-feira.

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