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ONU cria Conselho de Direitos Humanos | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A Assembléia Geral da ONU aprovou por maioria absoluta nesta quarta-feira a criação de um novo órgão de direitos humanos, apesar de críticas dos Estados Unidos. O Conselho de Direitos Humanos da ONU, formado por 47 países, vai substituir a atual Comissão de Direitos Humanos da organização, integrada por 53 países. A comissão era criticado por permitir que países acusados de violações dos direitos humanos fossem membros. Os Estados Unidos foram um dos três países que votaram contra a proposta, dizendo que as reformas não foram suficientes, mas prometeram trabalhar com o novo conselho. 'Resolução histórica' O Secretário-Geral da ONU, Kofi Annan, disse que a criação do conselho foi "uma resolução histórica" que dará uma chance para que Nações Unidas recomece seu trabalho com direitos humanos ao redor do mundo. Annan havia proposto as mudanças no ano passado porque a comissão estava desacreditada por causa da participação de países acusados de sérias violações de direitos humanos, como o Zimbabwe, Cuba, China e Sudão. A resolução, que foi negociada durante vários meses pelo presidente da Assembléia, Jan Eliasson, foi aprovada por 170 dos 191 países que fazem parte da ONU. Três países se abstiveram. Israel, Ilhas Marshall e Palau votaram contra juntamente com os Estados Unidos. Regras mais duras O novo conselho vai ser integrado por membros eleitos em votação secreta por maioria absoluta na Assembléia Geral. Os países integrantes vão ser analisados periodicamente e qualquer um acusado de violações sistemáticas de direitos humanos pode ser suspenso. Os Estados Unidos queriam a criação de um órgão pequeno - com membros escolhidos pelo seu compromisso com direitos humanos - com maioria de dois terços da Assembléia. O governo americano também defendia a proibição da participação de países sujeitos a sanções por causa de violações de direitos humanos. "Nós não tínhamos confiança suficiente neste texto para poder garantir que o novo Conselho de Direitos Humanos seria melhor que o seu (órgão) antecessor", disse o embaixador americano junto à ONU, John Bolton, explicando porque votou contra a criação do conselho. "Mas dito isto, os Estados Unidos vão trabalhar em cooperação com outros Estados membros para fazer com que o conselho seja o mais forte e efetivo possível", completou. |
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