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Atualizado às: 14 de março, 2006 - 11h27 GMT (08h27 Brasília)
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Exército israelense toma prisão palestina em Jericó
Imagem da rede de TV Al-Jazeera
Prisioneiros palestinos tiveram de deixar as suas celas
Soldados israelenses tomaram nesta terça-feira uma prisão palestina na cidade de Jericó, na Cisjordânia, destruindo um dos muros do complexo e deixando ao menos um guarda palestino morto.

O Exército de Israel exige a entrega de um líder militante ao qual acusa pelo assassinato, em 2001, do então ministro do Turismo, Rahavam Zeevi. Ahmed Saadat, da Frente Popular para a Libertação da Palestina (FPLP) e outros cinco companheiros se recusam a sair do local.

Autoridades palestinas vinham falando sobre a possibilidade de libertar Saadat sob certas condições, uma medida que tem a oposição de Israel.

Em entrevista por telefone à TV Al Jazeera, Saadat disse que não se entregará aos soldados israelenses e que a escolha dele e de seus companheiros é “lutar ou morrer”.

Cerco

Testemunhas em Jericó dizem que 50 jipes e três tanques israelenses cercaram a prisão enquanto dois helicópteros sobrevoavam a área.

O Exército enviou posteriormente uma grande escavadeira blindada para o local.
Um guarda palestino morreu e ao menos 18 ficaram feridos após uma troca de tiros com soldados israelenses.

O presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, acusou a Grã-Bretanha e os Estados Unidos pela ação na prisão em Jericó.

Saadat era normalmente vigiado por guardas britânicos e americanos, além dos carcereiros palestinos, mas os guardas internacionais se retiraram pouco antes da ação israelense, alegando razões de segurança.

Grupos de militantes palestinos incendiaram um centro cultural britânico na Faixa de Gaza em reação à invasão da prisão pelo Exército israelense. Segundo a agência Reuters, outro grupo de militantes tomou um edifício da União Européia em Gaza.

Invasão

Um dos membros da FPLP presos em Jericó teria dito por telefone a um deputado palestino que os seis prisioneiros estavam em suas celas quando os soldados israelenses invadiram a prisão.

Segundo o deputado, os soldados pediam com megafones para que os presos deixassem suas celas.

Saadat foi preso em 2002 por conexão com o assassinato do Ministério do Turismo Rahavam Zeevi por atiradores da FPLP em 2001. O assassinato teria sido uma vingança contra Israel pela morte do antecessor de Saadat na liderança do grupo.

Saadat foi eleito deputado nas eleições palestinas de janeiro. Mahmoud Abbas, disse recentemente que libertaria Saadat se a FPLP assumisse a responsabilidade por sua segurança.

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