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Atualizado às: 05 de março, 2006 - 00h50 GMT (21h50 Brasília)
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Seca e fome ameaçam 3,5 milhões no Quênia
Criança desnutrida com a mãe em centro dos Médicos Sem Fronteiras
O diretor-executivo do Programa de Alimentação das Nações Unidas (WFP), James Morris, disse no sábado que os países doadores devem agir para evitar uma catástrofe no Quênia, onde 3,5 milhões de pessoas podem morrer de fome por causa de uma seca prolongada, que já dura sete anos no país.

Morris fez uma visita ao norte do Quênia, onde pelo menos 40 pessoas já morreram de fome, uma ameaça para 11 milhões de pessoas na região conhecida como chifre da África, no noroeste do continente.

"A situação é a pior possível. E as consequências absolutamente catatróficas. Não há alternativa: se vidas vão ser salvas, o mundo tem que providenciar comida", disse Morris à agência AFP em El Wak, na fronteira do norte do Quênia com a Somália.

O WFP quer mobilizar fundos e começar a distribuir comida na semana que vem.

Catástrofe

"Graças a Deus há comida suficiente para manter as pessoas vivas. Temos o que precisamos para fazer nosso trabalho em abril, mas precisamos de mais ajuda nos próximos 10 dias, porque leva tempo para comprar, despachar e distribuir alimentos. Não é uma operação feita do dia para a noite".

O WFP tem cereais para distribuir até abril, mas óleo e feijão vão acabar no final do mês.

"Se não recebermos mais comida, vai ser uma catástrofe. Estamos no limite e precisamos alimentar estas pessoas até fevereiro do ano que vem," disse Peter Smerdon, porta-voz do WFP.

Dos US$ 225 milhões de dólares necessários até fevereiro de 2007 para comprar cerca de 400 mil toneladas de alimentos por mês, a agência da ONU recebeu somente US$ 28 milhões de dólares.

Mohamed Ibrahim, 55, mora no vilarejo de El Wak e contou à AFP que 160 dos 200 camelos que tinha morreram e das suas 100 cabeças de gado só três sobreviveram.

"Nós não precisamos só de comida. Precisamos de outros tipos de ajuda," disse Ibrahim.

"As pessoas dizem que deveríamos mudar a forma que vivemos, mas não há cidades, não há negócios ou agricultura que possamos fazer. Nossos animais são o nosso banco."

Crianças

Ibrahim Younis, coordenador do centro de alimentação de El Wak, dirigido pelos Médicos Sem Fronteiras da Bélgica, explica que as crianças são um termômetro da gravidade da seca.

"A situação está piorando, poque há mais crianças sendo trazidas para o centro", afirma.

Além do Quênia, a ONU estima que 11 milhões de pessoas em três outros países do leste africano - Etiópia, Somália e Djibouti - corram o risco de morrer de fome por causa da seca.

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