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'Pobreza aumentou na América Latina e na África' | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Especialistas reunidos nesta quarta-feira na sede da ONU, em Nova York, alertaram sobre o aumento da pobreza na América Latina e na África sub-saariana. O alerta foi feito na abertura da sessão da Comissão sobre o Desenvolvimento Social que vai analizar os avanços obtidos na primeira Década para Erradicação da Pobreza (1996 e 2006). A Comissão fez a primeira reunião para elaborar um relatório sobre a década. "Nos últimos dez anos os avanços na área social sofreram uma desaceleração, como se alguém houvesse colocado o pé no freio", disse Roberto Bissio, diretor-executivo do Instituto do Terceiro Mundo, à agência EFE. A razão, segundo Bissio, foi a erosão da capacidade dos países em desenvolvimento de elaborar políticas próprias para a erradicação da pobreza. Falta de planejamento e ajuda Bissio também acredita que há mais pobres nas duas regiões porque os países desenvolvidos não cumpriram as promessas de ajuda financeira e do perdão da dívida de países em desenvolvimento. Para Sanjay Reddy, professor da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, houve certos avanços na eliminação da pobreza em países com China e Índia, mas eles foram "desiguais" na região. Os avanços na Ásia, segundo Reddy coincidiram com "a falta de recursos e com a limitação para escolher políticas adequadas por parte dos governos", que repercutiram na América Latina e na África. O professor de Colúmbia defende a necessidade de revisar as políticas do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial (Bird), que obrigam governos de países em desenvolvimento a evitarem déficits fiscais. Reddy questionou durante a reunião se estas políticas são necessárias para o crescimento da economia a longo prazo e se gastos em programas sociais seriam perigosos para a estabilidade econômica. Ele defendeu uma revisão das estratégias de combate à pobreza e pediu mais investimentos em estatísticas para comparar avanços em regiões distintas. A presidente do Banco Mundial para as Mulheres, Nancy Barry, que empresta pequenas somas a 10 milhões de mulheres em todo o mundo, lembrou que o Equador, a Colômbia, o Peru e a Bolívia já usam o micro-crédito como forma de aliviar a pobreza, mas que esquemas de micro-financiamento ainda estão em estado embrionário na Argentina e no Brasil. |
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