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Atualizado às: 12 de outubro, 2005 - 18h46 GMT (15h46 Brasília)
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Pobreza está relacionada à saúde da mulher, diz ONU
Mulher com filhos
Estudo diz que investimento em saúde materna fortalece economia
Especialistas da ONU afirmam que esforços para melhorar a saúde das mulheres não apenas salvariam milhões de vidas, mas também seriam um passo para reduzir a pobreza no mundo.

De acordo com um relatório do Fundo da ONU para a População (UNFPA, sigla em inglês), divulgado nesta quarta-feira, 99% das mortes maternas são evitáveis mas, assim mesmo, uma mulher morre por minuto em decorrência de problemas na gravidez ou no parto.

O impacto da perda dessas mulheres é sentido não apenas pela família e pela sociedade, mas também pela economia do país, diz o UNFPA.

Na avaliação do Fundo da ONU, o investimento em saúde reprodutiva das mulheres e a promoção de igualdade entre homens e mulheres teria como resultados o crescimento econômico e desenvolvimento sustentável.

Mortes

Cerca de 529 mil mulheres morreram apenas no ano 2000 de complicações na gravidez ou no parto, praticamente todas elas em países em desenvolvimento.

Para cada mulher que morre, outras 20 ficam seriamente debilitadas, num total de 8 milhões a 20 milhões de mulheres por ano.

Esses problemas poderiam ser evitados por meio de melhor planejamento familiar para evitar gravidez indesejada, uso de mão-de-obra qualificada na hora do parto e acompanhamento por obstetras durante gestações de risco.

Uma das oito metas de desenvolvimento do milênio, estipuladas por especialistas em 2000, era reduzir em três quartos a taxa de mortalidade materna até 2015.

Esses índices já diminuíram em países com taxas moderadas de mortalidade materna, mas o avanço ainda não aconteceu nos países mais pobres e com altas taxas de mortalidade.

"O problema está na implementação e no monitoramento da implementação", disse Thoraya Obaid, diretora-executiva do UNFPA.

"É preciso gastar mais em programas de saúde e no atendimento às mulheres. Se as mulheres estão saudáveis, isso pode ser um salto para a vida de sua família e da economia", acrescentou Obaid.

Ela destacou que o problema do vírus HIV e da Aids também tem afetado muito as mulheres nos países mais pobres.

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