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Atualizado às: 25 de fevereiro, 2006 - 10h12 GMT (07h12 Brasília)
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Toque de recolher por 2º dia não evita violência no Iraque
Policiais iraquianos guardam mesquita em Bagdá
Ruas de Bagdá ficaram vazias durante toda a sexta-feira
Mais de 20 pessoas morreram neste sábado em ataques no Iraque, apesar de um toque de recolher que visava conter a violência sectária verificada nos últimos dias.

Bagdá e três províncias vizinhas haviam sido colocadas no sábado sob toque de recolher pelo segundo dia consecutivo, após mais de 150 pessoas – em sua maioria sunitas – terem sido mortas em confrontos após um ataque que destruiu parte de um santuário xiita, na quarta-feira.

Líderes religiosos sunitas dizem que mais de 180 mesquitas sunitas em todo o país foram alvos de ataques em represália ao atentado contra o santuário Al-Askari, em Samarra.

Em Baquba, ao norte de Bagdá, ao menos uma dezena de membros de uma mesma família xiita foram assassinados.

Em Bagdá, um tiroteio durante o funeral de uma jornalista da rede de TV Al-Arabiya, morta com dois assistentes na quinta-feira em Samarra, deixou pelo menos dois mortos e vários feridos.

Durante a madrugada, homens armados atacaram mais duas mesquitas sunitas em Bagdá, mas foram contidos por policiais e moradores locais.

Além disso, ao menos oito pessoas morreram após a explosão de um carro-bomba na cidade de Karbala, ao sul do país, que não está sob toque de recolher.

Temor de guerra civil

Sob o temor de que a violência se transformasse em uma guerra civil, o governo iraquiano determinou o toque de recolher e prometeu reconstruir o santuário de Al–Askari, considerado um dos mais sagrados do mundo pelos xiitas.

O primeiro-ministro Ibrahim Jaafari também disse que o governo reconstruirá os lugares sagrados sunitas atacados em represália contra o ataque de quarta-feira.

Jaafari prometeu medidas especiais de segurança para proteger locais de orações em todo o país. Para o premiê, os responsáveis pela recente onda de violência pretendem usar as tensões sectárias para provocar uma guerra civil no Iraque.

O toque de recolher em Bagdá e nas províncias de Diyala, Babil e Salahuddine deve vigorar em princípio até as 16h deste sábado (10h de Brasília) e inclui uma proibição de manifestações e do porte de armas em público.

O correspondente da BBC em Bagdá, Jon Brain, disse que o centro da cidade está aparentemente calmo, com as ruas praticamente vazias pelo segundo dia seguido.

Ruas desertas

Adotado inicialmente entre a noite de quinta-feira e a tarde de sexta-feira, o toque de recolher foi novamente imposto entre a noite de sexta-feira e a tarde de sábado em Bagdá e nas províncias de Diyala, Babil e Salahuddine.

Na sexta-feira, as ruas de Bagdá ficaram quase desertas, e as pessoas só circulavam a pé para rezar nas mesquitas.

Centenas de policiais estão trabalhando em pontos de controle e impedindo a entrada de motoristas que tentam cruzar a cidade. Todas as folgas de policiais e soldados do Exército foram canceladas.

Por conta do toque de recolher, a violência foi menor na sexta-feira do que nos dias anteriores.

Líderes xiitas e sunitas no Iraque e no exterior usaram as orações de sexta-feira para pedir calma em meio às tensões criadas pelo ataque que praticamente destruiu o santuário de al-Askari, considerado um dos locais mais sagrados para os muçulmanos xiitas.

Os clérigos fizeram apelos por unidade e moderação, apesar da presença reduzida dos fiéis nas mesquitas de Bagdá e das três províncias em que foi imposto o toque de recolher.

Calma

Um porta-voz do presidente iraquiano, Jalal Talabani, disse que o governo estava unido em pedir aos cidadãos que mantenham a calma.

“Tudo cairá por terra se tivermos uma guerra civil, então não acredito que isso possa acontecer”, disse o porta-voz, Hiwa Osman, à rádio 4 da BBC.

“Pode haver alguns poucos incidentes aqui e ali, mas o governo está agora trabalhando muito duro, com as forças multinacionais, para controlar esta situação.”

Um importante imã sunita, Hasan al-Taha, criticou o ataque ao santuário xiita em seu sermão na mesquita de Abu Hanifa, em Bagdá.

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