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Atualizado às: 24 de fevereiro, 2006 - 06h05 GMT (03h05 Brasília)
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Iraque amplia toque de recolher
Homem em mesquita destruída
Muitas mesquitas sunitas foram alvo de ataques em Bagdá
O governo iraquiano decidiu impor um toque de recolher em Bagdá e em outras três províncias na maior parte desta sexta-feira em uma tentativa de conter a onda de violência provocada pelo ataque a um templo xiita.

Já passa de 130 o total de mortos em ataques contra sunitas desde a explosão no templo em Samarra na quarta-feira.

Em um protesto contra os episódios de violência, os políticos sunitas decidiram abandonar as conversas de emergência que vinham mantendo com o governo.

O toque de recolher começou na quinta-feira de noite e vai durar até às 16h do horário local desta sexta-feira, dia de oração para os muçulmanos.

Quem violar o toque de recolher - mesmo os que estiverem saindo para ir à mesquita - serão presos, segundo autoridades citadas pela agência de notícias Reuters.

A decisão se aplica à Bagdá e às províncias de Diyala, Babil e Salaheddine.

Depois de um intervalo de algumas horas, o toque de recolher deverá ser reintroduzido nesta sexta-feira à noite para durar até sábado de manhã.

Todas as folgas de soldados do Exército e de policiais foram suspensas.

O ministro do Exterior iraquiano, Hoshyar Zebari, disse à BBC, que o governo não permitirá que a atual onda de violência coloque o país à beira do abismo.

"Esse é o mais sério desafio à estabilidade do país", disse Zebari.

"Nós temos que contralar a situação e evitar que se transforme em uma guerra", completou.

Protesto sunita

O correspondente da BBC em Bagdá, Jon Brain, disse que a violência tem sido chocante até mesmo para os padrões iraquianos.

Atwar Bahjat
Repórter foi uma das vítimas da violência

No pior incidente até agora, 47 trabalhadores de uma fábrica foram mortos e os seus corpos abandonados fora da capital.

A aliança sunita anunciou que está se retirando das negociações para formar um governo de coalizão - o que poderá ter amplas conseqüências, segundo o correspondente da BBC.

Dezenas de mesquitas sunitas foram alvo de ataque desde que a cúpula dourada do templo em Samarra foi destruída na quarta-feira.

A principal autoridade religiosa sunita - a Associação dos Clérigos Muçulmanos - acusou o mais importante líder xiita, o aiatolá Ali al-Sistani, de fomentar a violência.

Al-Sistani fez um apelo para que os xiitas não atacassem as mesquitas sunitas, mas um porta-voz do clérigo disse que a ira pode ser difícil de controlar.

Na quinta-feira, o clérigo radical Moqtada Sadr também pediu calma aos manifestantes.

"A ocupação está semeando a raiva entre nós", afirmou.

"Não permita que isso enfraqueça a sua determinação, unidade e solidariedade", disse Sadr.

Entre as vítimas dos confrontos está uma repórter da TV al-Arabiya e duas pessoas que trabalhavam com ela.

Eles foram seqüestrados e mortos depois de terem ido cobrir o ataque ao templo xiita.

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