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Iraque amplia toque de recolher | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O governo iraquiano decidiu impor um toque de recolher em Bagdá e em outras três províncias na maior parte desta sexta-feira em uma tentativa de conter a onda de violência provocada pelo ataque a um templo xiita. Já passa de 130 o total de mortos em ataques contra sunitas desde a explosão no templo em Samarra na quarta-feira. Em um protesto contra os episódios de violência, os políticos sunitas decidiram abandonar as conversas de emergência que vinham mantendo com o governo. O toque de recolher começou na quinta-feira de noite e vai durar até às 16h do horário local desta sexta-feira, dia de oração para os muçulmanos. Quem violar o toque de recolher - mesmo os que estiverem saindo para ir à mesquita - serão presos, segundo autoridades citadas pela agência de notícias Reuters. A decisão se aplica à Bagdá e às províncias de Diyala, Babil e Salaheddine. Depois de um intervalo de algumas horas, o toque de recolher deverá ser reintroduzido nesta sexta-feira à noite para durar até sábado de manhã. Todas as folgas de soldados do Exército e de policiais foram suspensas. O ministro do Exterior iraquiano, Hoshyar Zebari, disse à BBC, que o governo não permitirá que a atual onda de violência coloque o país à beira do abismo. "Esse é o mais sério desafio à estabilidade do país", disse Zebari. "Nós temos que contralar a situação e evitar que se transforme em uma guerra", completou. Protesto sunita O correspondente da BBC em Bagdá, Jon Brain, disse que a violência tem sido chocante até mesmo para os padrões iraquianos.
No pior incidente até agora, 47 trabalhadores de uma fábrica foram mortos e os seus corpos abandonados fora da capital. A aliança sunita anunciou que está se retirando das negociações para formar um governo de coalizão - o que poderá ter amplas conseqüências, segundo o correspondente da BBC. Dezenas de mesquitas sunitas foram alvo de ataque desde que a cúpula dourada do templo em Samarra foi destruída na quarta-feira. A principal autoridade religiosa sunita - a Associação dos Clérigos Muçulmanos - acusou o mais importante líder xiita, o aiatolá Ali al-Sistani, de fomentar a violência. Al-Sistani fez um apelo para que os xiitas não atacassem as mesquitas sunitas, mas um porta-voz do clérigo disse que a ira pode ser difícil de controlar. Na quinta-feira, o clérigo radical Moqtada Sadr também pediu calma aos manifestantes. "A ocupação está semeando a raiva entre nós", afirmou. "Não permita que isso enfraqueça a sua determinação, unidade e solidariedade", disse Sadr. Entre as vítimas dos confrontos está uma repórter da TV al-Arabiya e duas pessoas que trabalhavam com ela. Eles foram seqüestrados e mortos depois de terem ido cobrir o ataque ao templo xiita. |
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