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Ataques deixam pelo menos 23 mortos no Iraque | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Um homem-bomba em um ônibus matou pelo menos 12 iraquianos em Bagdá e deixou oito feridos. O atentado aconteceu em uma área habitada majoritariamente por muçulmanos xiitas, por volta do meio-dia (horário local, 6h de Brasília). Outros ataques mataram mais 11 pessoas nesta segunda-feira no país, cinco delas na explosão de uma bomba em um restaurante em Mosul, no norte iraqueano. Cinco motoristas de caminhão que levavam material de construção foram atacados no norte de Bagdá, e um civil foi atacado em seu carro em Balad, ao norte da capital iraquiana. Também nesta segunda-feira os Estados Unidos ameaçaram suspender ajuda ao Iraque se o novo governo incluir políticos com preconceitos sectários. Suspensão de ajuda O embaixador dos Estados Unidos no Iraque, Zalmay Khalilzad, fez a ameaça no momento em que as negociações entre xiitas, sunitas e curdos para a formação de um novo governo parecem estar emperradas. "Conflitos étnicos e sectários são os problemas fundamentais do Iraque", afirmou o embaixador, que disse também que os Estados Unidos não vão continuar a colocar dinheiro em um governo e forças de segurança que não representem o povo iraquiano. "Os contribuintes americanos esperam que seu dinheiro seja gasto de forma correta", concluiu. Ele estava alertando principalmente o maior grupo político, os xiitas, de que ministérios-chave como o do Interior e o da Defesa devem ficar nas mãos de pessoas "não radicais, amplamente aceitais e que não estejam ligadas a milícias". Os líderes sunitas acusam o Ministério do Interior, dominado pelos xiitas, de empregar milícias para oprimir civis, sob pretexto de estar lutando contra os insurgentes". Os rebeldes, em sua maioria sunitas, lançaram milhares de ataques a forças americanas, seus aliados e alvos associados ao novo regime, criado depois da queda de Saddam Hussein, três anos atrás. Os líderes xiitas afirmam que têm o direito de controlar ministérios-chave porque conquistaram 130 das 275 cadeiras do Parlamento, nas eleições de 15 de dezembro. Líderes políticos ainda estão discutindo a formação de um novo governo que, segundo correspondentes da BBC, pode demorar meses. |
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