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Esquadrão da morte é investigado no Iraque | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O governo iraquiano iniciou uma investigação sobre as denúncias de existência de "esquadrões da morte" que estariam atacando sunitas no país. O inquérito se segue à denúncia de um general americano que revelou que soldados americanos prenderam 22 policiais de trânsito iraquianos prestes a matar um sunita. "Encontramos um destes esquadrões, e seus integrantes fazem parte da polícia", disse o general Joseph Peterson. Sunitas alegam que forças iraquianas vêm operando esquadrões da morte por muito tempo, mas não tinham provas, apesar de centenas de iraquianos sunitas terem sido encontrados mortos, em circunstâncias que lembram assassinatos extra-judiciais. Detidos Na segunda-feira, os corpos de quatro homens não identificados foram encontrados no distrito xiita de Shula, em Bagdá. Eles foram algemados, tiveram os olhos vendados e levaram tiros na cabeça. O general Peterson, que está encarregado do treinamento da polícia iraquiana, disse ao jornal Chicago Tribune na quarta-feira que as forças americanas haviam encontrado por acaso a primeira evidência de esquadrões da morte dentro do Ministério do Interior. Os policiais presos estavam usando fardas do comando da polícia e foram presos no final de janeiro em um posto de controle no norte de Bagdá. Eles foram questionados sobre o que faziam pelos soldados americanos e disseram que estavam levando um homem xiita para ser executado. "O mais impressionante é que eles disseram exatamente o que iriam fazer", disse o general. Milícias Peterson disse que as forças americanas estavam mantendo quatro dos policiais na prisão de Abu Ghraib, e outros 18 estariam em outra prisão iraquiana. O sunita que estava sob o poder dos policiais, que é acusado de assassinato, também está preso. Investigações posteriores descobriram que os quatro homens sob custódia dos soldados americanos estão ligados à Organização Badr, uma milícia armada ligada a um dos principais partidos xiitas, o Conselho Supremo para a Revolução Islâmica. O general Peterson se disse convencido de que o ministro do Interior de Iraque, Bayan Jabr, membro do partido xiita, não teria envolvimento com esquadrões da morte. O vice-ministro do Interior iraquiano, general Hussein Kamal, informou que um inquérito foi aberto. "O ministério formou um comitê de investigação para investigar o sunita e estes 22 policiais, principalmente aqueles que trabalham para o Ministério do Interior ou dizem que trabalham para o ministério", disse o ministro à agência AP. Ajuda oficial A ministra dos Direitos Humanos, Narmin Uthman, disse que acredita que funcionários públicos de baixo escalão estão ajudando os esquadrões da morte. "Estes funcionários estão ajudando os criminosos, informando onde pessoas visadas estão ou podem estar vivendo", disse Uthman à AP. Naswser al-Ani, porta-voz do principal partido sunita árabe, o Partido Iraquiano Islâmico, apoiou a abertura das investigações. "Por muito tempo temos falado de violações e temos dito ao Ministério do Interior que há esquadrões que invadem casas e prendem pessoas. E que estas pessoas depois são encontradas mortas, executadas em diferentes partes da capital," disse al-Ani . |
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