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Hamas começa a 'formar novo governo' dia 16 | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Um líder do Hamas afirmou neste sábado que representantes do grupo radical islâmico chegaram a um acordo com o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, para que o novo parlamento se reúna no dia 16 de fevereiro. A afirmação foi feita por Ismail Haniya, que encabeçou a lista de candidatos do Hamas na eleição e é cotado para assumir o cargo de primeiro-ministro, após o primeiro encontro de Abbas com o Hamas desde que o grupo saiu vitorioso nas eleições parlamentares de janeiro. Na sexta-feira, Abbas havia dito que o primeiro passo seria inaugurar as sessões parlamentares, para depois discutir a formação do novo governo. Abbas também pediria à nova administração que respeite os acordos já negociados pela Autoridade Nacional Palestina, particularmente o processo de paz com Israel. O Hamas já afirmou querer formar um governo de união nacional, com participação de membros do partido derrotado, Fatah, liderado por Abbas. Mas alguns líderes do Fatah argumentam que o Hamas deveria ser deixado para governar sem alianças e enfrentar as dificuldades da administração sozinho. Renuncia à violência O Conselho de Segurança das Nações Unidas se juntou aos Estados Unidos, à União Européia e ao Egito nos pedidos para que o Hamas renuncie à violência e reconheça o Estado de Israel. Mas o líder político do Hamas, Khaled Meshaal, disse novamente que o movimento islâmico nunca reconhecerá Israel, apesar das ameaças dos Estados Unidos e da União Européia de cortar seus financiamentos à Autoridade Nacional Palestina. "Nunca reconheceremos a legitimidade do Estado sionista que foi estabelecido na nossa terra", disse ele em sua coluna no jornal Al-Hayat Al-Jadida. "Nossa mensagem aos Estados Unidos e à Europa é que as suas tentativas de nos fazer abandonar nossos princípios e nossa luta serão perdidas e não conseguirão resultados", disse ele. Meshaal disse, porém, que o Hamas poderia oferecer um cessar-fogo a Israel. "Se vocês estão dispostos a aceitar o princípio de uma trégua de longo prazo, então estaremos prontos a negociar com vocês as condições para tal trégua", disse. O governo israelense se recusa a negociar com qualquer governo formado pelo Hamas, a não ser que o grupo reconheça Israel e abandone a violência e o que Israel chama de sua "infra-estrutura terrorista". "Qualquer coisa diferente disso simplesmente manterá a atual situação, na qual a absoluta maioria da comunidade de nações considera o Hamas uma organização terrorista e, como tal, ilegítima como interlocutora para negociação política", disse um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores de Israel. |
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