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Hamas rejeita apelos para que renuncie à violência | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O grupo militante palestino Hamas rejeitou os apelos internacionais para que renuncie à violência e reconheça o direito de existir de Israel. O chamado "Quarteto" de mediadores para um acordo de paz no Oriente Médio (ONU, União Européia, Estados Unidos e Rússia) fez essa exigência para continuar as remessas de recursos para a Autoridade Palestina. "As condições apresentadas pelo Quarteto constituem pressão que serve ao interesse de Israel e não aos do povo palestino", disse Mosheer Al-Masri, um porta-voz do Hamas. "O principal problema é a ocupação (israelense) e não a escolha democrática feita pelo povo palestino." A ameaça internacional de suspender a transferência de recursos poderia inviabilizar o funcionamento da Autoridade Palestina, que, em 2005, recebeu cerca de US$ 600 milhões da União Européia e US$ 400 milhões dos Estados Unidos. Israel anunciou também que pretende suspender o repasse e impostos ao governo palestino (cerca de US$ 50 milhões mensais). Comunicado Na segunda-feira, o secretário-geral das Nações Unidas, Kofi Annan, tinha dito ser inevitável que uma futura ajuda para a Autoridade Nacional Palestina seja revista pelos doadores com base no comprometimento de um novo governo palestino com a não-violência, o reconhecimento de Israel e a aceitação de acordos passados. Annan falou representando o “Quarteto” após um encontro internacional em Londres para discutir uma posição comum após a vitória do grupo militante islâmico Hamas nas eleições parlamentares palestinas, na semana passada. “Todos os membros do futuro governo palestino precisam estar comprometidos com a não-violência, o reconhecimento de Israel e a aceitação de acordos prévios e obrigações”, diz um comunicado do Quarteto lido por Annan ao final da reunião. Segundo um correspondente da BBC, a linguagem do comunicado indica uma abertura ao Hamas. Segundo o correspondente diplomático da BBC James Robbins, as palavras do comunicado foram escolhidas com cuidado. Elas não exigem uma renúncia à violência nem o imediato reconhecimento de Israel, mas um comprometimento com essas questões no futuro. Num artigo no diário britânico The Guardian, o dirigente do Hamas em Damasco, Khaled Meshaal, afirmou que o grupo "é imune à intimidação e a chatangens". Ele pediu a outros países árabes que aumentem o volume de ajuda financeira aos palestinos para compensar o eventual bloqueio de recursos do Ocidente. A Arábia Saudita, maior doador aos palestinos no mundo árabe, criticou a resposta da comunidade internacional à vitória do Hamas. "A União Européia insistiu em que houvesse eleições na Palestina, e este é o resultado daquilo que eles pediram", disse o ministro das Relações Exteriores Saudita, príncipe Saud al-Faisal. "Mudar agora e dizer que não aceitam o desejo do povo, expressado por meios democráticos, não parece ser uma posição razoável de se adotar", acrescentou, dizendo acreditar que o Hamas governará de forma responsável. |
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