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Reunião sobre programa nuclear do Irã é adiada | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) adiou nesta sexta-feira a decisão de enviar o programa nuclear do Irã para apreciação do Conselho de Segurança. O comitê diretor da agência da ONU, formado por 35 países, agora vai acontecer no sábado, em Viena, na Áustria. Segundo diplomatas, China, países europeus, Rússia e Estados Unidos estariam de acordo em referir o Irã ao Conselho por temerem que o governo iraniano esteja tentando desenvolver uma bomba atômica. Alguns países que se qualificam como não alinhados estariam querendo incluir uma menção a uma zona livre de armas nucleares no Oriente Médio. O Irã está ameçando iniciar o enriquecimento de urânio em escala industrial, caso seu programa nuclear seja referido ao Conselho de Segurança da ONU, que tem o poder de impor sanções contra o país. Zona Livre De acordo com a agência de notícias France Presse, os Estados Unicos seriam contra a menção do documento da criação de uma zona livre de armas nucleares no Oriente Médio. O Egito e outros países árabes estariam insistindo em incluir a menção. A existência de armas nucleares em Israel é praticamente uma certeza, apesar de o país nunca ter admitido o fato oficialmente. O embaixador americano, Gregory Schulte, disse a repórteres que está convencido de que "há uma sólida maioria de países que apóiam a resolução de enviar o caso do Irã para o Conselho de Segurança, e esta maioria está crescendo". A agência da ONU não conseguiu chegar a uma conclusão sobre os fins do programa nuclear iraniano após três anos de investigações. Desconfiança O texto do documento, escrito na segunda-feira e editado nos últimos dois dias, levou em consideração o desejo russo de que ele não deveria se referir ao estatuto da ONU que especificamente autoriza sanções. Os Estados Unidos disseram concordar com a decisão para mostrar o desejo do país de buscar um consenso internacional para a questão. Em Washington, o chefe dos serviços de inteligência dos Estados Unidos, John Negroponte, afirmou que o Irã provavelmente ainda não tem os meios para fabricar uma bomba nuclear. "Julgamos que Teerã provavelmente ainda não tem uma arma nuclear ou adquiriu o material necessário para a fissão (nuclear)", disse ele ao Comitê de Inteligência do Senado americano. Além de expressar claramente desconfiança de que o programa nuclear iraniano tenha apenas fins pacíficos, a resolução pede que o país coopere com a AIEA, permitindo inspeções. A crise Em um pronunciamento em rede nacional de TV, o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, disse na quarta-feira que o país não cederia e mudaria sua política por causa da "provocação" internacional em relação ao seu programa nuclear. Ele disse que o Irã nunca renunciaria ao direito de buscar energia nuclear pacífica. "Estou dizendo a essas falsas superpotências que a nação iraniana se tornou independente 27 anos atrás", disse Ahmadinejad. "Na questão nuclear o Irã resistirá até alcançar plenamente seus direitos." "Nossa nação não pode voltar atrás por causa de políticas de provocação de alguns países." O pronunciamento aconteceu um dia após o Irã ter dito que impedirá inspeções de surpresa das Nações Unidas em suas instalações nucleares a partir de sábado se houver uma decisão de denunciar o país ao Conselho de Segurança da ONU. O Irã nega as acusações americanas de que está buscando o desenvolvimento de armas nucleares. A crise nuclear se intensificou desde o início do ano, quando o Irã retomou suas atividades nucleares após dois anos e meio de paralisação. |
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