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Atualizado às: 02 de fevereiro, 2006 - 08h39 GMT (06h39 Brasília)
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Agência de Energia da ONU decide sobre planos do Irã
Técnicos nucleares iranianos
O Irã sustenta que seu programa tem fins pacíficos apenas
A diretoria da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) está reunida nesta quinta-feira na capital da Áustria, Viena, para decidir se leva o caso nuclear do Irã ao Conselho de Segurança (CS).

No Conselho, deve ser analisado um texto sobre o que fazer em relação à pesquisa nuclear iraniana.

A AIEA vai considerar na reunião um documento redigido pelos cinco países integrantes do CS (Estados unidos, Rússia, França, China e Grã-Bretanha) mais a Alemanha.

Analistas dizem, entretanto, que nenhuma ação deve entrar em vigor antes de março, quando será publicado um relatório conclusivo da AIEA sobre o programa iraniano.

Desconfiança

O texto do documento, escrito na segunda-feira e editado nos últimos dois dias, levou em consideração o desejo russo de que ele não deveria se referir ao estatuto da ONU que especificamente autoriza sanções.

Os EUA disseram concordar com a decisão para mostrar o desejo do país de buscar um consenso internacional para a questão.

Diplomatas dizem que os 35 membros da AIEA devem aprovar a resolução com uma ampla maioria.

Além de expressar claramente desconfiança de que o programa nuclear iraniano tenha apenas fins pacíficos, a resolução pede que o país coopere com a AIEA, permitindo inspeções.

A crise

Em um pronunciamento em rede nacional de TV, o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, disse na quarta-feira que o país não cederia e mudaria sua política por causa da 'provocação' internacional em relação ao seu programa nuclear.

Ele disse que o Irã nunca renunciaria ao seu direito de buscar energia nuclear pacífica.

"Estou dizendo a essas falsas superpotências que a nação iraniana se tornou independente 27 anos atrás (…) Na questão nuclear ela resistirá até alcançar plenamente seus direitos", disse ele.

"Nossa nação não pode voltar atrás por causa de políticas de provocação de alguns países."

O pronunciamento aconteceu um dia após o Irã ter dito que impedirá inspeções de surpresa das Nações Unidas em suas instalações nucleares a partir de sábado se houver uma decisão de denunciar o país ao Conselho de Segurança da ONU.

O Irã nega as acusações americanas de que está buscando o desenvolvimento de armas nucleares.

A crise nuclear se intensificou desde o início do ano, quando o Irã retomou suas atividades nucleares após dois anos e meio de paralisação.

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