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Atualizado às: 24 de janeiro, 2006 - 19h51 GMT (17h51 Brasília)
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Olmert: Israel deve desocupar mais territórios
O primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon
Premiê admite sair de áreas com população de maioria palestina
O primeiro-ministro em exercício de Israel, Ehud Olmert, disse nesta terça-feira que o principal desafio do país hoje é "determinar as fronteiras permanentes para garantir que a população seja majoritariamente judaica".

No primeiro discurso sobre a política do governo desde que assumiu o cargo – após o afastamento de Ariel Sharon, que sofreu um derrame e está em estado grave –, Olmert afirmou que Israel "não pode continuar a controlar territórios em que vivem a maioria dos palestinos".

Em sua opinião, a retirada dos assentamentos judaicos e tropas da Faixa de Gaza, no ano passado, marcou uma mudança nos rumos da política do Oriente Médio.

Apesar de manifestar o desejo de desocupar mais territórios palestinos, como partes da Cisjordânia, Ehud Olmert destacou que Israel deve controlar zonas essenciais à sua segurança, manter os principais blocos de assentamentos e locais importantes para os judeus, como Jerusalém.

A trajetória de Olmert
Nascido em Binyamina em 1945
1973: Eleito para o Knesset
1988-1990: ministro das Minorias
1990-1992: ministro da Saúde
1993-2003: prefeito de Jerusalém
Fev. 2003: vice-primeiro-ministro
2003-2004: ministro das Comunicações
Agosto 2005: ministro das Finanças

"Não pode haver um Estado judeu sem que Jerusalém esteja sob soberania judaica", afirmou Olmert, cuja trajetória está diretamente associada à cidade sagrada, onde foi prefeito por cerca de dez anos.

Ele defendeu que o processo de paz com os palestinos seja pautado por negociações, com base no chamado mapa da paz para o Oriente Médio.

Disse, porém, que estaria disposto a adotar novas medidas unilaterais caso os palestinos não se disponham a cooperar nas negociações.

Eleições palestinas

Sobre as eleições parlamentares palestinas, que acontecem nesta quarta-feira, o premiê em exercício disse que espera que os eleitores "não escolham de novo os extremistas que os levaram a viver tragédia após tragédia".

Olmert afirmou que o pleito é um passo rumo ao objetivo palestino de obter um Estado independente, mas alertou-os a não eleger "extremistas".

Correspondentes em Jerusalém disseram que as opiniões de Olmert seguem a mesma linha das posições que Sharon vinha adotando antes de sofrer um derrame e entrar em coma.

Suas declarações provocaram algumas reações contrárias, tanto entre os palestinos quanto israelenses.

Integrantes da Autoridades Palestina, como o negociador Saeb Erekat, disseram que Israel deve deixar de lado o unilateralismo e começar a negociar suas decisões. "A Autoridade Palestina está totalmente comprometida em fazer a paz", disse Erekat.

Já os representantes da direita nacionalista de Israel viram as sugestões de retirada dos territórios palestinos da Cisjordânia com irritação.

"Olmert é o princípio do fim do Estado de Israel", disse o deputado de direita Aryeh Eldad.

Olmert é candidato a se efetivar no cargo de primeiro-ministro nas eleições parlamentares israelenses de 28 de março. Ele encabeça a chapa do partido Kadima, criado por Sharon como uma cisão do Likud, que lidera com folga as pesquisas de opinião.

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