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Atualizado às: 16 de janeiro, 2006 - 09h15 GMT (07h15 Brasília)
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Membros do Conselho de Segurança discutem Irã
Usina no Irã
Chefe da AIEA não descarta possibilidade de intenções belicistas
Os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) e a Alemanha vão se reunir hoje nesta segunda-feira em Londres para discutir possíveis represálias ao Irã, sejam diplomáticas ou até sanções.

Os governos dos Estados Unidos, da Grã-Bretanha, da França, da Rússia, da China e da Alemanha vão discutir que medidas tomar diante da insistência iraniana em retomar o programa atômico, alegando que ele tem fins pacíficos.

O governo russo também já deus sinais de que pode apoiar um possível envio do caso do Irã para o Conselho de Segurança da ONU. A China, entretanto, ainda teria objeções à medida.

Enquanto isso, cresce nos Estados Unidos a discussão sobre uma possível intervenção militar no país.

O senador republicano John McCain, considerado por muitos um possível candidato à Presidência em 2008, disse que uma operação no Irã deveria ser apenas a última opção.

'Força de morte'

Já o democrata Evan Bayh classificou o Irã de "força de instabilidade e morte" e pediu uma intervenção no programa nuclear com ataques a elementos dele.

O ministro do Exterior da Arábia Saudita, príncipe Saud Al Faisal, afirmou nesta segunda-feira que espera que o Irã não esteja começando uma corrida armamentista no Oriente Médio.

Em entrevista à BBC, Faisal também acusou os governos ocidentais de terem provocado a atual tensão com o Irã ao permitir que Israel, continuou o ministro saudita, desenvolvesse um arsenal nuclear.

Oficialmente, o governo israelense nega ter armas nucleares.

Em entrevista à revista americana Newsweek, o diretor da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Mohammed El Baradei, afirmou estar perdendo a paciência com o Irã.

Ele afirmou que, depois de três anos de trabalho intensivo, ainda não é possível concluir se o programa nuclear do Irã tem objetivos meramente pacíficos ou se visa ao desenvolvimento de armas.

'Imaginação'

Baradei disse ainda que a ameaça do governo iraniano de expulsar os inspetores da AIEA do país pode repercutir como um tiro pela culatra, já que "as coisas vão ficar a cargo da imaginação das pessoas".

No domingo, o porta-voz do governo do Irã disse que pretende sediar uma conferência para debater a escala e as consequências do Holocausto judeu durante a 2ª Guerra Mundial.

O presidente do país, Mahmoud Ahmadinejad, causou polêmica recentemente ao sugerir que Israel deveria se mudar para a Europa ou para os Estados Unidos.

Um porta-voz iraniano disse que o seminário examinaria as "evidências científicas" do Holocausto.

Hamid Reza Asefi, porta-voz do ministério das Relações Exteriores, disse que o debate não deve ser censurado.

"É um mundo curioso. Pode-se discutir qualquer coisa, menos o Holocausto", disse ele.

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