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Atualizado às: 11 de janeiro, 2006 - 17h32 GMT (15h32 Brasília)
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Blair diz que Conselho de Segurança deve avaliar ações do Irã
Técnicos iranianos em instalações nucleares
Há suspeitas de que o programa nuclear do Irã é pacífico
O primeiro-ministro da Grã-Bretanha, Tony Blair, afirmou nesta quarta-feira que o Conselho de Segurança da ONU deve analisar a decisão do Irã de retomar seu programa nuclear, o que pode levar ao anúncio de sanções contra o país.

Vários países, entre eles os Estados Unidos, temem que o Irã esteja mais próximo de desenvolver armas nucleares depois que quebrou, nesta terça-feira, os selos em uma instalação de pesquisa. O governo iraniano, porém, afirma que quer apenas produzir eletricidade.

Falando no parlamento britânico, Blair afirmou que a medida do governo do Irã causou gerou temor no mundo todo.

"Não há porque esconder nosso profundo horror em relação à decisão tomada pelo Irã. Quando levada em conta junto com outros comentários feitos a respeito do estado de Israel, isso gera um alarme real e sério no mundo todo", afirmou o primeiro-ministro.

O premiê disse que os ministros da União Européia, que se reúnem nesta quinta-feira em Berlim, vão decidir como o bloco deve agir.

"Intimidação"

O ministro da Defesa da Rússia, Sergei Ivanov, também disse nesta quarta-feira que a medida tomada pelo Irã gerou decepção e é causa para alarme.

Por sua vez, o ex-presidente iraniano Akbar Hashemi Rafsanjani rejeitou nesta quarta-feira a condenação da comunidade internacional aos planos nucleares do Irã, afirmando que este comportamento é "intimidação".

Rafsanjani, que segundo analistas ainda tem influência no Irã e é considerado mais moderado do que o atual presidente, Mahmoud Ahmadinejad, disse que estava "surpreso" pela "intimidação, principalmente em uma era de democracia, liberdade e direitos humanos".

Na quinta-feira, o ministro do Exterior britânico, Jack Straw, vai se reunir com seus colegas europeus, o francês Philippe Douste-Blazy, o alemão Frank-Walter Steinmeier e o comissário de política exterior da União Européia, Javier Solana, para discutir a crise.

A reunião pode levar a uma outra reunião, de emergência, da diretoria da Agência Internacional de Energia Atômica (AEIA), provavelmente em duas ou três semanas.

A diretoria pode então remeter o caso ao Conselho de Segurança da ONU em Nova York.

O Conselho de Segurança poderia tomar várias medidas, que vão desde a divulgação de uma declaração de apoio aos esforços da AIEA em relação ao assunto até a adoção de sanções contra Irã.

Atividades na planta de IsfahanEntenda
Conheça os detalhes sobre a polêmica nuclear do Irã.
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