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Atualizado às: 12 de janeiro, 2006 - 09h29 GMT (07h29 Brasília)
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Ministros do Likud deixam governo de Israel
Benjamin Netanyahu
Netanyahu crê que Likud não pode ser opção se continuar no poder
Benjamin Netanyahu, o líder do Likud, partido que representa a direita em Israel, determinou nesta quinta-feira a saída de seus quatro ministros no atual governo.

As demissões já vinham sendo planejadas há algum tempo, mas os ministros adiaram a entrega dos cargos em respeito ao primeiro-ministro, Ariel Sharon, que sofreu um grave derrame há uma semana.

O comunicado oficial do Likud afirma que o partido não poderia se apresentar como alternativa à atual administração nas eleições de março, caso continuasse a implementar as políticas ditadas pela atual coalizão.

O Likud é minoria no governo israelense desde que Sharon abandonou o partido e fundou o Kadima, mais ao centro.

Entrevista

O primeiro-ministro de Israel continua internado em um hospital em Jerusalém e, segundo a última nota da equipe médica, permanece em estado grave, porém estável.

Ele deve ser submetido a mais uma tomografia cerebral ainda nesta quinta-feira.

Na quarta-feira, um dos médicos da junta que acompanha Sharon disse que recuperação do primeiro-ministro israelense pode levar meses.

Jose Cohen disse a um canal de televisão israelense, que Sharon ainda corre risco de vida.

"A vida do primeiro-ministro ainda está em perigo. Ele sofreu um derrame grave. Até que tenham se passado mais alguns estágios, temos que manter a cautela."

"Sabemos que, a cada dia, estamos afastando-o deste perigo, mas ele ainda está em perigo", disse o médico ao Canal Um.

"Não pensamos em termos de dias ou semanas. Isto vai levar um longo tempo", acrescentou Cohen.

Quando perguntado se a recuperação de Sharon pode levar meses, ele respondeu: "Sim, sim, meses".

Política

As declarações do médico parecem descartar a possibilidade de que Sharon venha a liderar o Kadima nas eleições de março, segundo o correspondente da BBC, Richard Galpin, em Jerusalém.

Pesquisas de opinião mostraram que o Kadima ainda venceria as eleições mesmo sem a liderança de Sharon, e o partido Trabalhista disse que já está em campanha eleitoral.

Em sua entrevista, o médico Jose Cohen também descreveu como Sharon esteve perto da morte quando foi levado às pressas ao hospital na quarta-feira passada.

Os médicos tiveram que fazer uma operação para salvar a vida de Sharon imediatamente após a chegada dele ao hospital, segundo o médico.

Quando a equipe médica suspender a medicação que mantém o premiê em coma, serão feitos testes de reações cognitivas.

Então, a junta vai comunicar a sua avaliação dos danos cerebrais sofridos por Sharon ao procurador-geral de Israel, Menachem Mazuz.

Se a avaliação declarar que Sharon ficou permanentemente impossibilitado de retomar as atividades de primeiro-ministro, será convocada uma reunião de cúpula do governo para escolher um líder interino até as eleições gerais do dia 28 de março.

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