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Atualizado às: 05 de janeiro, 2006 - 17h56 GMT (15h56 Brasília)
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O que pode acontecer se Sharon deixar a política de Israel
Agora parece possível que os problemas de saúde do primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, vão impedir a participação dele na vida política do país.

A BBC avalia as conseqüências da perda desse importante ator da vida política do Oriente Médio.

O que acontece se Sharon não voltar à política?

Constitucionalmente, se o primeiro-ministro israelense ficar incapacitado, o vice assume por um período de cem dias.

Se o primeiro-ministro morre, o gabinete de governo escolhe um substituto.

No caso, porém, Israel está com eleições marcadas para 28 de março, antes do fim do prazo de cem dias.

Parece provável, portanto, que as eleições serão disputadas, embora em circunstâncias bem diferentes, com a incapacidade de Sharon.

As eleições tinham sido antecipadas depois da perda de apoio do governo de coalizão de Sharon no ano passado e pela decisão dele de deixar o Partido Likud e formar um novo partido de centro, o Kadima.

Qual o futuro do novo partido de Sharon?

O Kadima é Sharon e Sharon é o Kadima.

O partido é o produto de sua dominação da política de Israel e foi criado para fazer avançar sem dificuldades a visão política dele, especialmente em relação ao conflito com os palestinos.

Até sua internação de emergência no hospital na noite de quarta-feira, aos olhos de muitos parecia que uma grande aposta de Sharon tinha dado resultado.

Agora, o partido – sem um líder, muito menos um programa ou uma estrutura formal – parece ser uma aposta bem menos segura.

É grande a incerteza que cerca os políticos que deixaram o Likud e os Trabalhistas, movimentos históricos em Israel, para aderir ao Kadima.

Será que eles poderão usar o legado de Sharon – vivo ou morto – para ganhar as eleições, ou o partido vai se esfacelar sem seu leviatã?

Quem são os principais candidatos a substituir Sharon?

Dentro do Kadima existem vários líderes em potencial, incluindo o vice-primeiro-ministro e ministro das Finanças, Ehud Olmert, o ministro da Justiça, Tzipi Livni, e, talvez o candidato mais forte, o ministro da Defesa, Shaul Mofaz.

Todos eles eram da linha dura do Likud e apoiavam a política de Sharon de retirada das tropas e dos colonos israelenses da Faixa de Gaza e de quatro assentamentos isolados na Cisjordânia, no ano passado.

A decisão foi controversa na direita, mas popular entre os eleitores israelenses.

O maior rival de Sharon, Binyamin Netanyahu, pode ser um dos que podem se beneficiar. No entanto, com Sharon na unidade de cuidados intensivos, ele está tomando cuidado para não parecer que está buscando capital político.

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