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Cubanos são acusados de ser 'agentes de Cuba' nos EUA | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Um professor universitário e sua mulher foram presos em Miami, nos Estados Unidos, acusados de trabalhar como agentes cubanos durante mais de duas décadas. O casal, oriundo de Cuba mas naturalizado americano, não apelou da decisão durante a primeira audiência e permanece preso. A promotoria diz que os dois se comunicavam regularmente com Havana, informando sobre as atividades dos exilados cubanos no sul da Flórida, região onde vivem muitos oponentes do governo de Fidel Castro. Segundo o correspondente da BBC em Miami, Simon Watts, o professor de psicologia Carlos Alvarez e sua mulher, Elsa, eram respeitados membros da comunidade cubano-americana até terem sua casa revistada pela polícia federal. Técnicas De acordo com os documentos do processo, eles eram na verdade os agentes David e Deborah, e usavam suas credenciais acadêmicas para enviar inteligência a Havana por meio de técnicas típicas dos livros de espionagem. A promotoria diz que o casal enviava informações através de sinais de rádio codificados, ou armazenava inteligência em compartimentos secretos dentro de maletas. O tipo de material enviado, no entanto, não parece ser muito explosivo. O casal não foi acusado de espionagem, crime mais sério, que envolve segredos militares e informações altamente sigilosas. Cuba O senhor e a senhora Alvarez se concentravam nas atividades dos elementos mais linha-dura da oposição a Fidel Castro. Até agora, o governo cubano não comentou o caso. As autoridades em Havana estão no momento envolvidas em uma campanha diplomática contra a prisão, na Flórida, de outros cinco cubanos acusados de espionagem. Para Havana, eles são heróicos patriotas decididos a acabar com os complôs armados por exilados cubanos. Cuba também pressiona os Estados Unidos para que devolvam o Cubano Luis Posada Carriles, um ex-agente da CIA acusado de colocar uma bomba em um vôo para Havana em 1976. Para o correspondente da BBC os incidentes são um lembrete de que, de certa forma, Cuba e os Estados Unidos ainda fazem sua Guerra Fria. |
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