|
Para Cuba, EUA querem fazer do país "novo Iraque" | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O ministro do Exterior de Cuba, Felipe Pérez Roque, acusou o governo americano de planejar a invasão do país da mesma forma como fez com o Iraque. Pérez Roque também criticou Washington por criar o cargo de coordenador da transição de Cuba e disse que o titular do posto, Caleb McCarry, quer se tornar o administrador americano em Cuba. O ministro fez as declarações durante uma reunião de cúpula do Caribe no Panamá. A secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, anunciou na quinta-feira a criação do cargo com o objetivo explícito de acelerar "o fim da tirania" do governo de Fidel Castro. Um ativista de direitos humanos em Cuba, Elizardo Sanchez, também condenou a decisão que, segundo ele, pode piorar ainda mais as relações entre Havana e Washington. Primeiro titular do cargo, Caleb McCarry é especialista em América Latina e trabalha há oito anos na Comissão de Relações Internacionais da Câmara dos Representantes. A criação do posto foi uma das medidas recomendadas por um relatório do Departamento de Estado feito em maio de 2004, quando Collin Powell ainda era secretário de Estado. O documento também sugeria o investimento de US$ 60 milhões num plano para mudar a situação política da ilha. Ao anunciar a medida, Rice disse que ao longo de 50 anos Fidel condenou o seu povo à repressão e à pobreza. A secretária de Estado disse ainda que a Comissão para a Assistência a uma Cuba livre do governo americano, com um orçamento de US$ 59 milhões, tem contribuído nos esforços americanos de destituir o líder cubano. |
| ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||