|
Juiz americano nega extradição de Posada Carriles | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Um juiz americano determinou nesta terça-feira que o exilado cubano Luis Posada Carriles não será deportado para Cuba nem para a Venezuela. Segundo o juiz William Abbott, Posada Carriles, de 77 anos, corre o risco de ser torturado nos dois países. A Venezuela pede a extradição do dissidente cubano, um ex-agente da CIA (agência secreta americana), pelo seu suposto envolvimento no ataque a um avião cubano que acabou com 73 mortos em 1976. Segundo a agência de notícias Reuters, a porta-voz do departamento de Imigração dos Estados Unidos, Leticia Zamarripa, disse, no entanto, que a decisão do juiz "não descarta a ida do senhor Posada a outro país". A Venezuela – que considera Posada Carriles um "terrorista" – nega que ele seria torturado e acusa Washington de incoerência na sua política antiterrorismo. Posada Carriles está preso nos Estados Unidos desde maio por entrar ilegalmente no país. Ele nega ter participado no ataque contra o avião, mas admite envolvimento em atividades contra o presidente cubano, Fidel Castro. Ainda nesta terça-feira, o governo cubano disse que o aperto do embargo americano à ilha provocou uma queda no número de pessoas viajando para lá no ano passado. Segundo um relatório oficial, o número de cubano-americanos viajando a Cuba caiu pela metade e as visitas turísticas diminuíram em 40%. O governo cubano prometeu apresentar o documento na ONU no final deste ano. |
| ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||