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Membro do ETA é condenado a cem anos de prisão | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Um tribunal na Espanha condenou nesta sexta-feira um membro da organização separatista basca ETA a cem anos e três meses de prisão pelo assassinato de um líder socialista ocorrido há quase seis anos. Fernando Buesa e o guarda-costas Jorge Díez morreram em um ataque com carro-bomba na capital basca, Vitoria, em fevereiro de 2000. De acordo com a agência de notícias espanhola Efe, o tribunal concluiu que a acusação contra Diego Ugarte López de Arkaute, militante do ETA, foi provada sem que restassem dúvidas. O ETA, que defende a independência do País Basco, no norte da Espanha, é acusado de ser responsável por mais de 800 mortes nas últimas quatro décadas. O grupo não realizou nenhum grande atentado nos últimos dois anos, mas assumiu a responsabilidade por uma série de pequenas explosões nas últimas semanas. Protestos De acordo com a imprensa espanhola, essa é a primeira vez que uma pena dessa magnitude é imposta por um tribunal a um membro do ETA. Buesa, que tinha 53 anos de idade, era casado e pai de três filhos, foi assassinado três semanas antes da realização de eleições gerais na Espanha. Ele era o líder regional do Partido Socialista Basco, que manifestava sua oposição aos movimentos separatistas. Três dias antes de sua morte, Buesa estava entre as 10 mil pessoas que participaram de uma manifestação contra o ETA na cidade de San Sebastián. Diez, um policial de 26 anos que trabalhava como guarda-costas de Buesa, também foi morto pela explosão da bomba de 20 quilos quando os dois passavam pelo campus da universidade de Vitoria. Milhares de pessoas foram às ruas da cidade na noite do ataque para protestar contra as mortes. O atual governo socialista espanhol ofereceu a retomada do diálogo com o ETA se a organização deixasse a violência de lado. O País Basco independente, defendido pelo ETA, incluiria áreas no norte da Espanha e no sudoeste da França. |
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