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Espanhóis protestam contra diálogo com o ETA | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Centenas de milhares de pessoas participaram neste sábado de um protesto em Madri contra as intenções do governo espanhol de reiniciar o diálogo com o grupo separatista basco ETA (Pátria Basca e Liberdade). Pelas estimativas da polícia espanhola, cerca de 850 mil pessoas participaram da manifestação no centro da capital espanhola, mas os organizadores dizem que o protesto reuniu um milhão de pessoas. "Negociações - não em meu nome", foi a frase estampada em cartazes carregados pelos manifestantes durante o protesto, que ocorreu sem incidentes. Recentemente, parlamentares espanhóis aprovaram a retomada das negociações com o ETA, caso o grupo concordasse em depor as armas. Organizadores O protesto deste sábado foi organizado pela Associação das Vítimas de Terrorismo, um grupo ligado ao Partido Popular, de oposição, do ex-primeiro-ministro Jose Maria Aznar. O partido diz que o plano do governo é uma rendição ao terrorismo. Mas o governo espanhol disse que as táticas anti-terroristas não vão ser mudadas. De acordo com o governo, as prioridades são cuidar das vítimas e desarmar os integrantes do ETA. O primeiro-ministro Jose Luis Rodriguez Zapatero vem repetidamente pedindo ao ETA que abandone as armas. Mais de 800 pessoas já morreram durante quase 40 anos de campanha do ETA pela criação de um estado Basco independente. |
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