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Observadores divergem sobre eleições na Venezuela | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Observadores da União Européia e da OEA (Organização dos Estados Americanos) divergiram sobre a lisura das eleições parlamentares do último domingo na Venezuela. Em um informe preliminar divulgado nesta terça-feira, a equipe de observadores europeus avalia que os resultados das máquinas de votação "são confiáveis" e que foram detectadas "poucas inconsistências". A OEA, por outro lado, fez críticas ao processo eleitoral e ressaltou certos aspectos que "contribuíram para criar incertezas e suspeitas". Os dois grupos de observadores, no entanto, concordam que a maioria dos venezuelanos desconfiam do resultado das eleições devido à extrema polarização política no país, e quanto à necessidade de substituir os membros do Conselho Nacional Eleitoral. José Albino Silva, o chefe da missão européia, afirmou que "não temos nenhum lugar que nos permita afirmar que não houve transparência". Mas a OEA questionou a extensão do horário eleitoral e algumas declarações de altos funcionários governamentais que, segundo os observadores, buscaram impulsionar a participação dos funcionários públicos. Eles também questionaram a falta de informação de muitos eleitores sobre como votar. Surpreendido pela retirada da oposição Apenas 25% dos 14 milhões de eleitores registrados para votar compareceram às urnas e, embora os resultados oficiais ainda não tenham sido divulgados, o partido do governo e seus aliados reivindicaram vitória na disputa pelas 167 cadeiras na Assembléia Legislativa. As eleições foram realizadas com o boicote de cinco partidos da oposição, entre eles a Ação Democrática, o maior de todos os agrupamentos políticos contrários ao governo do presidente Hugo Chávez. A oposição justificou o boicote alegando desconfiança no Poder Eleitoral e falta de transparência no processo. Depois das eleições, porta-vozes da oposição disseram estar considerando recorrer à Justiça para pedir a anulação da votação e convocar um novo pleito. O chefe da missão de observadores europeus, no entanto, afirmou que "as medidas de segurança e transparência estão de acordo com as mais avançadas práticas internacionais". O Poder Eleitoral "demonstrou vontade decidida de satisfazer as demandas da oposição e de restabelecer a confiança no processo", disse Silva, que se declarou "surpreendido" pela retirada na última hora dos partidos da oposição. |
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