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Atualizado às: 30 de novembro, 2005 - 23h49 GMT (21h49 Brasília)
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Oposição quer 'sabotar eleições', diz Hugo Chávez
Hugo Chávez
O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, acusou a oposição do país de tentar sabotar as eleições parlamentares de domingo.

Os três principais partidos de oposição se retiraram da disputa na terça-feira, acusando as autoridades eleitorais de favorecerem os candidatos pró-governo.

O partido Primeiro Justiça também se retirou da disputa eleitoral e, com isso, mais metade da oposição venezuelana se recusa a participar da votação.

Chávez afirmou que a oposição está planejando, junto com os Estados Unidos, para desestabilizar o país e negou a alegação de favorecimento.

Os venezuelanos vão neste domingo nas eleições para as 167 vagas do Congresso, onde o partido de Chávez tem a maioria.

O governo quer aumentar sua maioria, que já é de dois terços, no Congresso, o que iria permitir a aprovação de reformas constitucionais, que não são aprovadas devido à oposição.

Chávez novamente acusou seus rivais políticos de receberem ajuda financeira dos Estados Unidos, uma acusação que o governo americano e os líderes de oposição venezuelanos negaram.

"Eles devem aceitar a verdade, de que não têm eleitores. Esta é uma tentativa de sabotagem política", disse Chávez.

Os partidários de Chávez planejaram um comício de apoio às eleições de domingo.

Mas, Henry Ramos, líder do principal partido de oposição venezuelano, Ação Democrática, disse que sua única preocupação é que a justiça na eleição para o Congresso não estava assegurada.

"Nós não nos sentamos no colo do embaixador americano", afirmou.

O governo americano também negou que a retirada dos partidos das eleições de domingo façam parte de um plano, apoiado pelos Estados Unidos, para desestabilizar a Venezuela.

Suspensão

Na terça-feira, Ramos afirmou que a Ação Democrática exigia a suspensão das eleições de domingo até que as condições para todos os partidos fossem iguais.

Durante uma entrevista coletiva, Ramos afirmou que seu partido havia detectado "irregularidades" no programa de computador instalado nas máquinas eletrônicas de votação.

Ramos também citou a falta de acesso às listas oficiais de votação e uma "profunda" desconfiança em relação ao Conselho Nacional Eleitoral (CNE), pois a maioria de seus membros é integrante do partido do governo.

As autoridades removeram as máquinas de conferem impressões digitais nas zonas eleitorais no começo da semana, depois que líderes de oposição afirmaram que o sistema de identificação ameaçava a confidencialidade do eleitor.

Mas esta medida não convenceu os partidos de oposição.

Os partidos Projeto Venezuela e o Social Cristão afirmaram que também estavam se retirando da disputa e exigindo a suspensão da eleição.

Os membros do Conselho Eleitoral negaram as acusações de estarem favorecendo o governo.

A votação de domingo vai ser obsrvada por monitores da Organização dos Estados Americanos e da União Européia.

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